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Eder Campana Pot Limit Omaha Single Re-Entry

A maioria dos profissionais de poker passam anos e anos atrás de um grande prêmio, o tão sonhado “big hit”. Esse resultado não vem de qualquer jeito, ele é reflexo de um esforço diário e muita dedicação à carreira, passando longe do glamour, viagens para locais paradisíaco e constantes prêmios milionários, que os leigos imaginam.

O craque Éder Campana é um grande exemplo desse esforço e dedicação. Profissional há quase uma década, o grande prêmio chegou nesta segunda-feira, após conquistar o vice-campeonato no Evento #31-H do WCOOP.

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O único jogador que o superou foi o colega de Samba Team Fabiano Kovalski. Antes de iniciar o heads-up, os jogadores fizeram um acordo e Campana garantiu o prêmio de US$ 247.918,62. Com o resultado, o jogador superou a marca de US$ 1,4 milhão na carreira.

Em entrevista feita por Victor Marques, Campana falou sobre a carreira, a dedicação ao poker, Samba Team e o episódio no heads-up contra Kovalski. Confira:

Você tinha me dito (em off) que o “big hit” tinha demorado nove anos, mas veio. Como foi sua caminhada nesse pequeno intervalo e como é ter tanta consistência nos lucros sem precisar de um grande prêmio?

No início da minha carreira, eu sofria muito com a variância do jogo, realmente me afetava bastante, os períodos bons não “compensavam” as swings negativas, principalmente em sessões de cash game high stakes e as traves em grandes torneios ao vivo. Isso me levou a estudar intensamente a parte mental do poker e foi a partir daí que o jogo virou! Passei a entender muito melhor a variância e tive uma melhora na minha qualidade de vida de uma forma geral. A partir daí não parei de estudar e me fortalecer mentalmente, juntamente com os estudos técnicos do jogo obviamente. Jogar poker em alto nível é muito desgastante mentalmente e ter o mindset correto é essencial para ter sucesso.

Apesar de boa parte desses nove anos terem sido dedicados ao cash game, eu também gostava de jogar torneios e sempre tirava alguns dias para jogá-los. Principalmente em séries online e grandes torneios live, como é o caso do CPH, que cheguei em 16 mesas finais de main event e no ano de 2016 briguei pelo ranking paulista até o último torneio, finalizando em 3o lugar, mesmo ano que conquistei o ranking de PLO do BSOP.

Desde meados de 2015, mesmo com sólidos resultados deixei o cash game de lado por que passou a ser algo que já não me dava muito prazer, e foquei mais nos torneios. No ano de 2016, rodei o circuito nacional e joguei muitos torneios ao vivo, tive um desempenho bem satisfatório e conquistei resultados expressivos, principalmente em torneios de PLO que eu estava estudando bastante e já tinha uma boa experiência vinda do cash game.

Mas a chave realmente virou quando eu percebi que ainda tinha muito que evoluir nos torneios de hold’em, isso me fez procurar o Samba Team no início de 2017 e não poderia ter feito melhor escolha. Escalei e bati os limites online consistentemente, estudei como nunca e realmente sinto que evolui absurdamente nesse período. Então eu posso dizer que essa consistência ao longo dos anos se deu principalmente por muito estudo, dedicação e paixão pelo esporte. Me sinto privilegiado de viver algo que um dia parecia apenas um sonho distante.

Éder Campana – Campeão Brasileiro de Omaha 2016

O torneio foi bastante intenso, né? A gente viu os all-ins triplos com JJ, mas conta mais pra gente.

Bota intenso nisso, Vitão! No início do torneio cresci o stack sem muito risco, mas no final do Dia 1 tiveram algumas situações que foram decisivas para passar bem para o Dia 2, um flip grande que segurou (99 x AJo) e me deixou gigante, um JTs que 3betei pré-flop e tive que dar um hero call river e tantas outras não menos importantes. E a reta final foi absurdamente emocionante e intensa, costumo ser bem contido quando estou jogando, mas nessa reta não teve como, gritei como nunca (risos), o que eu chamei de VALETE não está escrito, e o KK x AKs na mesa final, sem dúvida foi a mão mais marcante de todo o torneio, QUE FLOP FOI AQUELE? (risos)

Como foi o acordo no heads-up? Algumas pessoas comentaram que você acabou “fugindo” de um flip. O Kovalski disse que não foi nada disso.

Nós fizemos um acordo padrão pelo próprio PokerStars, onde o Kovalski ficou com uma premiação ligeiramente maior por ter um pouco mais de fichas e jogamos pela premiação restante. Sobre a situação do flip, uma pena algumas pessoas terem me julgado errado por isso, mas o próprio Kova explicou a situação muito bem e foi realmente isso que aconteceu, nada a acrescentar.

Como vem sendo sua rotina nas séries de poker online?

Período de séries são bem intensos pra mim, acabo tendo que mudar boa parte da minha rotina com a família, grind e acabo estudando menos e jogando mais, mas nunca falho no warm up, sentar pra jogador bem preparado é essencial. Só tenho a agradecer imensamente as pessoas próximas a nós e, principalmente, a minha esposa e meus pais, que me dão todo o suporte necessário para que eu possa focar intensamente no poker nesse período. Essa conquista é tão deles quanto minha.

Éder Campana - BSOP Millions - Crédito: Carlos Monti
Éder Campana – Crédito: Carlos Monti

Quais são os próximos planos?

A princípio nada muda, um dos principais objetivos para esse ano era chegar com um bankroll bem confortável para o Players Championship Bahamas, destino que já estava marcado não só pela grade de torneios, mas também para curtir com a família. Agora, é diminuir um pouco o ritmo de grind, que estava bem intenso, focar ainda mais nos estudos e me preparar bem para Bahamas. E quem sabe não faço minha estréia na WSOP ano que vem.

Que peso tem o Samba Team na cravada?

Tem um peso enorme, o Samba, sem dúvida, é um dos maiores e melhores times de poker do planeta. Os sócios, além de monstros sagrados do poker são pessoas fantásticas, aprendi muito com eles, só tenho a agradecer, a evolução dentro do time é constante, tudo muito bem estruturado, organizado, a galera é unida e torcem uns pelos outros, um ambiente muito agradável de estar. Sinto orgulho em fazer parte da família Samba.

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