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Cássio Kiles
Cássio Kiles

No início da noite de ontem (16), Cássio Kiles conquistou o maior resultado brasileiro nesta edição do SCOOP. O feito foi alcançado com a vitória no segundo High Roller da série, que teve a entrada custando US$ 5.200.

Com o triunfo, o jogador recebeu US$ 189.920,91, ultrapassando a marca de US$ 3,6 milhões em premiações nos feltros virtuais. “O sentimento é de gratidão, afirmação e confiança, pois sabemos que as coisas nem sempre vão bem no poker, existem fases difíceis e que nos faz questionar um pouco. Nesses momentos percebemos que tudo valeu a pena, que a persistência foi recompensada no longo prazo”, festejou o campeão.

Cássio Kiles
Cássio Kiles

Apesar do elevado valor, este não é o maior prêmio de Cássio. Em 2017, o jogador recebeu quase US$ 300 mil em uma vitória em outro grande torneio. Ele comentou sobre a particularidade de cada conquista. “O primeiro foi mais importante por causa do momento da minha carreira. Eu tive várias traves importantes de torneios grandes, eu precisava muito de um resultado grande, para ganhar afirmação e confiança. Ele teve um valor emocional muito grande. Esse foi especial porque é um dos torneios mais difíceis, isso é muito gratificante. Estou em um momento mais preparado e tranquilo”.

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Para o campeão, as coisas começaram a dar certo já no primeiro dia de disputa do torneio. “Eu achei muito legal o momento que acabou o Dia 1. Foi pouco depois de estourar a bolha. Para quem não sabe, as bolhas desses torneios caros são muito intensas, os regulares valorizam muito os ITM’s, não atoa, o hand-for-hand durou entre 40 minutos e uma hora, foi tempo demais. Jogadores shorts tentando ao máximo alcançar a premiação e eles conseguiam a dobra. Quem tinha ficha estava pressionando demais e eu estava na situação de ser pressionado. Então, por causa de ser intenso emocionalmente, achei que essa pausa foi muito boa pra mim, consegui desligar a cabeça”, ressaltou.

Cássio Kiles
Cássio Kiles

Para a disputa do Dia Final, o jogador não fez uma preparação distinta, manteve sua rotina de ir para academia e começar o mais relaxado possível. O aquecimento foi encontrar respostas para duas mãos que aconteceu ao longo do Dia 1 e que já havia discutido com os amigos. “Outro ponto favorável dessa pausa é que a forma que você precisa jogar a bolha de uma mesa final e a decisão, é diferente do reto dos torneios. Existem nuances bem relevantes para as estratégias, que não são tão fáceis de enxergar com um monte de tela”, revelou Cássio.

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Uma das mãos cruciais, que alavancou o stack do brasileiro na reta final, foi quando entrou de limp com KK, viu o chip leader ir all in e um terceiro jogador também dar call, tendo o menor stack da mesa. A partir daquele pote puxado, Cássio ficou com o segundo maior stack da decisão. O profissional explicou os motivos da ação. “Nessa mão rolou um pouco de meta game. Durante a mesa final, estava utilizando a estratégia de limp em alguns spots e, por isso, não necessariamente ia mostrar que estava muito forte, eu tinha essa estratégia. Uma mão anterior, eu dei raise e os adversários me pressionaram e eu tive que largar. Psicologicamente, eu imaginei que fazendo isso, iria parecer que eu percebi que meus raises não iriam funcionar naquela situação devido a pressão e que se eu aumentasse pela segunda vez, ficaria mais escancarado o valor. Talvez ele shovasse também, mas foi isso que eu pensei”.

Cássio Kiles - BSOP Millions
Cássio Kiles

Com o stack saudável, o representante brasileiro começou a pressionar os adversários e rapidamente o heads-up foi formado. O adversário foi o uruguaio Francisco Benitez. “Logo no começo, fizemos um deal pela quantidade de fichas e isso me deu bastante tranquilidade. Mesmo se esses 20K a mais e o título não viessem, já tinha sido um grande resultado. O acordo me deu mais tranquilidade para jogar o jogo e tomar as melhores decisões. Queria ganhar pela honra de ser um título da série”.

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O jogador contou que possuía uma estratégia bem definida para o duelo final. “Estava muito confiante para o heads-up. Tinha alguns pontos da estratégia que eu podia explorar meu adversário e eu tentei focar nisso. Não foi fácil! Cheio de altos e baixos, durou quase uma hora, mas no geral eu consegui ajustar um pouco melhor e acho que isso fez a diferença”.

Cássio Kiles - BSOP Iguazu
Cássio Kiles.

Questionado se irá jogar o próximo evento de US$ 10.000 do SCOOP. O jogador explicou os fatores que o leva a jogar essas competições. “Confesso que me arrependi de não ter dado um jeito de jogar o primeiro. Os eventos de 10k online são absurdamente difíceis e esse acabou ficando um pouquinho menos complicado que o normal, mas quando eu percebi isso já era tarde, não tinha me planejado para jogar. Essa decisão é mais complexa do que parece ser, pois acontece que você precisa jogar pouquíssimas telas ou só ele, porque é um nível muito difícil e você precisa estar concentrado só nele para tomar as melhores decisões, se não, você não terá as melhores chances. Aí vem a questão, vale a pena eu passar outro evento da série por esse? Já que ele também é muito bom? Essa é a dúvida que estamos para o último torneio desse buy-in, pois é um domingo cheio de torneio bons e não sabemos se vale a pena sacrificar tantos eventos assim”.

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Cássio Kiles aproveitou para falar sobre o ritmo e o nível nos eventos high stakes. “O motivo que me colocou para jogar esses eventos caros, é porque gosto muito do desafio que envolve essas disputas. É bem diferente a competitividade de um evento de US$ 5.000 para um de US$ 109. Você sente nas mesas a competitividade, e isso sempre atraiu a minha personalidade. Pode não ser a melhor opção financeira no curto prazo, mas é algo que me mantém motivado, que sempre gostei. Pode ser por isso que ainda estou no poker depois de dez anos”.

O jogador aproveitou para fazer alguns agradecimentos. “Primeiro queria agradecer aos meus pais, que sempre me apoiaram, mesmo quando as coisas pareciam que não iria dar certo, em uma época em que o poker ainda não era tão reconhecido. Aos meus sócios, o Pablo Brito e o Bruno Volkmann, pois sem eles, eu não estaria no ponto que estou hoje. Também queria dedicar a todos os meus amigos que me fizeram manter confiante, com palavras, mesmo quando as coisas não iam muito bem para mim, isso foi crucial.

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