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O trono do poker brasileiro tem um novo dono. Em uma temporada impecável, Rodrigo Caprioli, o "Zidane", deixou todos os concorrentes para trás, superou a vantagem conquistada por Kelvin Kerber no início do ano e se sagrou o grande Campeão Brasileiro de 2016, com 2910 pontos no total. 

"É um título muito legal, um reconhecimento muito bom", comemorou. "Eu jogo pelo reconhecimento, no sentido de ser um dos melhores, das pessoas, especialmente de quem entende tecnicamente, saberem que você é um dos melhores. Eu jogo pela competição, quem joga pelo dinheiro nunca vai ser feliz e acho que nunca vai ser bom".

Um dos três favoritos ao título no início do BSOP Millions, ele viu a vantagem para Kelvin e Affif Prado crescer durante o torneio, mas se recuperou no final. No antepenúltimo dia, veio a primeira mesa final da etapa, com o quarto lugar no NLH Turbo. No penúltimo, ele venceu o PLO Turbo Knockout e assumiu a liderança do ranking. Após a eliminação de Kelvin no 6-Handed Knockout Turbo, ele só perderia o título se Affif chegasse pelo menos na terceira colocação. Muito amigo de Affif, ele nem se preocupou eu torcer contra. Sentou em uma cadeira próxima, chamou a massagista e relaxou enquanto esperava a conclusão do torneio. 

Com a eliminação de Affif, ele finalmente pôde comemorar. A alegria ainda foi em dobro com o vice-campeonato de Affif. "O gosto é muito especial, porque nós dois viajamos juntos quase o ano todo, ele é muito amigo meu e na verdade se ele ganhasse eu estaria feliz igual", explicou. "Tanto que no final aqui praa mim não mudou nada, porque jamais vou torcer contra ele. Se ganhasse, ele mereceu também, fez back-to-back de mesa final, fora as tantas outras coisas. Tanto que ele ontem o Éder Campana teve que ficar assistindo ele até o final para ganhar o Omaha e agora ele estava para ganhar o principal, é um desempenho surreal."

A trajetória de Zidane fna temporada foi marcada pela consistência. Ele conseguiu ficar com o título mesmo sem chegar em nenhuma mesa final de Main Event, ao contrário de todos os outros candidatos ao ranking. Foram nada menos do que 15 mesas finais de torneios paralelos, com quatro cravadas. Apesar disso, ele explicou que não vê esse fato como um diferencial. "Qualquer conceito de ranking é relativo, eu estava até analisando os resultados de todos e eles são assombrosos", contou. "Quase 10% dos torneios foram ganhos por um dos três jogadores líderes, é um número absurdo. Então não dá para dizer que uma coisa é melhor do que a outra, você ter sorte em um torneio, suas cartas caírem em um torneio, não muda, cada coisa tem seu valor".

Uma coisa não dá para negar: quando o assunto é torneios turbo e Omaha, é difícil competir com Zidane. Ele admitiu que as estruturas aceleradas deram bastante vantagem sobre os oponentes. "Eu joguei muito Sit and Go Turbo por muito tempo, mesmo agora a série TCOOP (Turbo Championship of Online Poker) que é online eu sempre vou bem, tenho um conhecimento matemático bom nisso", afirmou. "Além dos torneios de Omaha, que eu acabei também em terceiro no ranking. Acho que aí tenho até uma vantagem boa pro Kelvin, o Affif ficou segundo, enfim, acho que em turbo me sobressaí um pouco".

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