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Rafael Pandolfo, o grande campeão da WSOP Argentina (Foto: Pamela Balzan)

Uma mesa final “maluca”, um script dos sonhos e um campeão emocionado. Rafael Pandolfo viveu mais um dia inesquecível em sua carreira de poker premiada. Depois de pouco mais de um ano de ser campeão brasileiro, o paranaense volta aos holofotes com o importantíssimo título do Main Event da WSOP Argentina.

Pandolfo fez bonito. Antes de derrotar adversários duríssimos na mesa final, ele passou por cima de um field que contou com incríveis 924 entradas. Natural de Foz do Iguaçu, o campeão praticamente levou a forra de US$ 140.050, a maior de sua carreira, jogando em casa.

“Não dá para saber ainda a sensação. Eu mentalizo muito o que eu quero. Esse mês tenho uma maratona de torneios, falei que tinha que ganhar um, só não sabia qual escolher. Eu pensei ‘vou tentar chegar em todos’. Eu sei que é quase impossível. Não sei o que falar, aconteceu. Estou feliz demais, estou besta ainda. É uma WSOP, não cai a ficha”, disse o campeão, ainda atônito.

Para ficar com a vitória, Pandolfo teve que ter muita concentração numa mesa final cheia de reviravoltas. O primeiro eliminado, por exemplo, foi o chip leader da mesa final, o argentino Miguel Silva. Para cair o oitavo colocado, foram necessárias quase cinco horas. Depois disso, o jogo fluiu muito bem para Pandolfo. Ele foi o algoz dos quatro seguintes que deram adeus ao sonho do anel.

Finalistas da WSOP Argentina

“Todo torneio que eu jogo, e nos grandes que eu já ganhei live, eu jogo o máximo controlado possível, sempre ganhando potes pequenos, sem all in, sempre de pouco em pouco. Nos dois grandes que eu tinha cravado na vida nesse porte, tinha ganhado sem dar nenhuma bad. Nesse, além de habilidade, teve churrilho, desde o Dia 1 tudo certo para mim. Era pra ser”, falou Pandolfo.

O profissional teve um grande aliado durante essa trajetória: uma torcida numerosa – e muito barulhenta. “Parecia que eles chamavam a carta que eles queriam, praticamente eles colocavam as cartas no board. Foi espetacular”, comentou. Depois da vitória, a torcida invadiu o palco e fez muita festa com Pandolfo, que chorou copiosamente de emoção.

Na condição de ser um dos poucos jogadores do país que possui bracelete de campeão brasileiro e o anel de Main Event da WSOP Circuit, Pandolfo falou: “Vamos ver se agora eu sou convocado pra seleção paranaense agora”. “Eu queria (ter jogado o CBPE), vamos ver o que acontece no ano que vem”.

O profissional começou o heads-up com boa vantagem contra o argentino Alejandro Sicuro, mas levou um susto ao dobrar o adversário logo na primeira mão. Com paciência e tranquilidade, foi ganhando potes e minando o stack do rival, que praticamente voltou a situação inicial. Foi aí que Pandolfo colocou o argentino na porta com AJ e levou cal de 55. Um J no flop foi o suficiente para a festa do paranaense.

Torcida gigante de Pandolfo fez muito barulho

“Amanhã (09) tem jogo do Grêmio. O engraçado é que o Sicuro torce para o Godoy Cruz, que joga contra o Grêmio amanhã. A gente falou que era a prévia do jogo e amanhã eu vou comemorar lá”, disse Pandolfo.

Foi assim que a WSOP Argentina terminou: com o paranaense Rafael Pandolfo escrevendo o seu nome na história do circuito.

Confira a premiação final:

1º – Rafael Pandolfo (Brasil) – US$ 140.050

2º – Alejandro Sicuro (Argentina) – US$ 82.940

3º – Rodrigo Schneider (Brasil) – US$ 60.480

4º – Juan Perez (Argentina) – US$ 44.380

5º – Fábio Sousa (Brasil) – US$ 32.200

6º – Helerson Moro (Brasil) – US$ 22.780

7º – Reinaldo Abramovay (Brasil) – US$ 17.670

8º – Cristian Vilches (Argentina) – US$ 14.530

9º – Miguel Silva (Argentina) – US$ 11.780

Os três finalistas