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Pedro Padilha, Peter Patrício, Éder Campana e João Fera
Pedro Padilha, Peter Patrício, Éder Campana e João Fera

Para quem está começando no poker, uma boa alternativa é tentar entrar em um dos vários times existentes no Brasil. Apesar de cada organização contar com suas especificidades, o acordo normalmente consiste em receber o bankroll do time e aulas dos instrutores, dando em troca uma porcentagem de seus ganhos na mesa.

Nos últimos anos, até jogadores já estabelecidos passaram a escolher essa opção, buscando diminuir a variância, levar o jogo para um nível acima, entre outros motivos. No entanto, apenas em 2019, nomes de peso já optaram por sair de seus times, como foi o caso de João Fera, Peter Patrício e Éder Campana, que deixaram o Samba Team, e Pedro Padilha, que se despediu do 4bet Poker Team.

O SuperPoker conversou com os quatro jogadores para entender os motivos para a saída e também os próximos planos em suas trajetórias. Para Fera, por exemplo, a intenção foi buscar um fato novo na carreira e sair da zona de conforto. “No time eu tinha tudo na mão, recebia conteúdo atualizado semanalmente, não tinha que me preocupar com várias coisas que a estrutura do time te dá tudo na mão. Sem contar as amizades que tenho lá, conhecer todo mundo, estar mega ambientado com tudo. Eu era um dos jogadores mais antigos do time e o segundo mais lucrativo da história dele. Acho que dá pra ter uma noção do quão confortável pra mim era continuar por lá, mas eu realmente sinto essa necessidade de sair da zona de conforto agora, de me expor mais.”

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Campana, que entrou no Samba no início de 2017 com o objetivo de se tornar um jogador mais completo, evoluindo em torneios de No Limit Hold’em, também sentiu que era a hora de mudar de ares. “Acredito que consegui absorver bastante do que o time tinha para oferecer, tive uma evolução muito boa nesse período e agora vou atrás de novos desafios. Fica a gratidão por esses dois ótimos anos de Samba.”

No caso de “Pitão”, a saída se deu por discordâncias nos rumos da organização para o futuro, mas o jogador destacou que não houve brigas e que continua sendo amigo do pessoal do time. “Não concordei com coisas de planejamento, muito em relação ao ‘Sambinha’, em que eu era um dos sócios, e resolvi vender minha parte. Fui voto vencido, não estavam acontecendo as coisas como eu queria, então resolvi vender e sair.”

Enquanto os motivos para a saída de cada um podem diferir, os quatro mostraram a mesma animação com os planos para o futuro e a vida jogando por conta. Segundo Padilha, que anunciou a saída do 4bet após um desempenho incrível nas Bahamas, os próximos meses serão de muitas novidades. “A vida nova eu ainda estou descobrindo como é, por enquanto não mudou muita coisa, sigo jogando online e planejando alguns torneios live, mas tem muita coisa por vir, novos projetos saindo do forno. O que posso adiantar é que o plano é gerar muito conteúdo pra galera, em todos os sentidos, tentar manter o público que me segue mais próximo da minha rotina e de tudo que eu penso sobre poker principalmente”.

Campana citou a evolução como jogador como o principal objetivo, além de focar mais no online, o que permite um volume maior de torneios e mais tempo junto à família. “A princípio diminuir minha média de buy ins, que estava bem alta, para evitar swings muito grandes e vou selecionar algumas séries de torneios ao vivo para jogar”, explicou. “Estou cogitando jogar a WSOP Vegas esse ano, sempre tive vontade e me sinto preparado, mas tenho muitos detalhes para analisar com calma. Por fim, pretendo viabilizar alguns projetos que estavam parados, analisar propostas de negócios dentro do poker e retomar os coaches de torneios de PLO.”

O foco no jogo online também foi citado por Fera, que definiu 2019 como “um ano de estruturação”, no qual passará a tomar conta de muitos aspectos antes organizados pelo time. “Vou criar uma nova rotina de estudos, agora com outras pessoas, já que não tenho mais os coaches e companheiros de time. Não é só sentar lá e jogar por conta, tenho que me coçar pra um monte de coisa que não tinha que me preocupar. Em breve, vou ter meu próprio time também (ainda não posso dar muitos detalhes sobre isso, mas vem um time raiz por aí!).”

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O novo time citado por Fera terá também Pitão como um dos sócios, por isso não é de se estranhar que os objetivos do mineiro sejam similares ao do amigo paulista. “Vou jogar por conta e focar bastante no online”, contou Pitão. “Nesse ano, vou jogar o Main Event da WSOP e outros eventos em Vegas, junto com o BSOP Millions acho que serão os únicos dois períodos em que jogarei live. Vou continuar fazendo o que fiz no ano passado, que foi muito bom.”

Mesmo com a perda de alguns jogadores, o mercado dos times de poker do Brasil deve continuar sendo diferenciado. Todo ano, centenas de novos amantes do esporte da mente passam por processos de seleção e começam a receber todo o conhecimento de craques com muita experiência no jogo. Quem ganha com isso é o poker brasileiro, que vê o nível de seus jogadores aumentar a cada dia, se consolidando como uma das principais potências mundiais.

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