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Devanir Campos
Devanir Campos

Durante a WSOP, em Las Vegas, aconteceu também o encontro da TDA (Tournament Directors Association), associação que une diretores de poker de todo o mundo, visando padronizar as regras nos torneios de diversos países. Devanir Campos, o “DC”, diretor do BSOP, e Alberoni Castro, o “Bill” da CBTH, participaram do evento.

DC explicou que a reunião não trouxe grandes mudanças para as regras, focando em clarificar algumas situações que costumam causar dúvidas nos diretores. “Essa reunião da TDA deixou bem claro uma coisa: o poker atingiu já uma maturidade muito legal, que temos visto nos últimos anos”, contou. “Não tem mais necessidade de ficar criando ou editando um monte de regras, estamos com um esporte super consolidado e regras bem claras. As que foram criadas, ou editadas, este ano, foi para dar mais clareza para algumas sitauções específicas”

Uma das alterações que mais afetarão o dia a dia do jogador de poker é a mudança na regra do “clock”. Antes, o jogador possuía 60 segundos para tomar a decisão após o floor começar a contagem, tempo baixado para apenas 30 segundos. “Isso porque tem se notado uma tendência muito grande de demora nos torneios”, explicou DC. “Às vezes, está no primeiro nível de blind e o jogador demora dois minutos para decidir se vai abrir de raise. Nem o maior profissional do mundo precisa de 1 minuto no blind 25/50 pra saber se vai abrir a mão ou não, é uma situação muito tranquila.”

Outra mudança revelante foi no procedimento do hand-for-hand. Para evitar que muito tempo de jogo seja perdido no momento da bolha, foi definido um tempo padrão por mão. “Para que o relógio não fique solto, cada mão terá um tempo médio de 2 minutos”, contou DC. “Ou seja, se o hand-for-hand tiver durado 10 mãos, o relógio será adiantado em 20 minutos, mesmo que na prática tenha passado mais tempo.”

Um dos principais pontos no qual DC insistiu durante no evento foi no caso do muck acidental pelo dealer das cartas de um jogador que esteja em all in e tenha recebido um call. Antigamente, a mão do jogador era considerada morta e ele estava automaticamente eliminado. “É uma situação muito ruim, às vezes o cara fez tudo certo e o dealer errou e puxou a carta, porque o dealer também é humano e suscetível a erros”, disse DC. “Então, chegou-se ao consenso de que a direção do torneio vai fazer todo o possível para tentar recuperar a mão. Se as cartas realmente forem impossíveis de identificar, na pior das hipóteses o jogador joga com o board, tendo pelo menos uma chance de concorrer ao pote”.

Um dos maiores mercados de poker no mundo, o Brasil é valorizado nas reuniões da TDA, como explicou DC. “Mais uma vez fomos bastante ativos nas discussões, nós que trabalhamos em circuitos itinerantes temos uma visão diferente dos que trabalham em cassino, especialmente no Brasil que não tem cassino”, contou. “O Brasil tem uma relevância muito grande no mercado, até pelo tamanho dos eventos. Tínhamos lá diretores de torneios com 4 ou 5 mesas, enquanto no Brasil temos um BSOP Millions com mais de 150 mesas, por exemplo. Fomos mais uma vez muito respeitados nas opiniões e pontos de vista.”

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