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As duas principais líderes do mercado de poker online estão em um dos heads-up mais importantes do mundo dos negócios do ramo. A controladora do PokerStars, Amaya, acaba de unir forças com a holding inglesa GVC para conseguir uma oferta melhor que a da 888 Holdings, controladora do 888poker, teria feito ao site bwin.party, conforme informações do jornal de economia inglês Financial Times nesta segunda-feira (17).

Segundo a reportagem, a empresa que surgiu a partir da bwin e do site de poker partypoker vem dando prejuízo desde 2011.

Ainda segundo o jornal, a Amaya e a GVC Holdings teriam interesse no bwin.party que está à venda desde o ano passado e já teve ofertas da 888 Holdings muito pela oportunidade de aliviar custos por meio do ganho em escala nas operações, já que a indústria tem necessidade de desenvolver novos produtos em um momento de alta na oferta de aplicativos.

Além disso, a bwin.party é controladora do partypoker e da WPT (World Poker Tour).

No caso da 888 Holdings, segundo o FT, a compra do bwin.party acabaria com custos com despesas gerais na casa dos € 50 milhões, já que arcaria com menos custos com licenças e escritórios. Contudo, uma fonte teria dito ao jornal que a Amaya pretende fazer uma oferta de € 1,5 bilhão em pagamentos e venda de ações da GVC. A GVC ficaria com toda a parte de cassino da bwin.party e venderia a sessão de bet esportivo dois anos mais tarde.

O jornal não menciona valores sobre a oferta da 888 Holdings.

Já no caso da Amaya, a aquisição dos ativos da bwin.party ajudaria a superar o obstáculo da cláusula bad actor nos EUA. Depois da Black Friday, em abril de 2011, quando os EUA ordenaram a interrupção da operação de vários sites de poker e de apostas, o Departamento de Justiça do país definiu que cabia aos estados decidirem sobre a liberação do jogo online. Assim, a cláusula bad actor foi criada no intuito de permitir que somente sites que não foram expulsos na Black Friday pudessem oferecer o poker na web.

A Amaya é dona do PokerStars e do Full Tilt, sites que tiveram suas operações interrompidas no país na época da Black Friday.

Além do potencial de abrir portas para os EUA à Amaya, ela se tornaria dona do WPT.

A Playtech e a empresa William Hill também teriam mostrado interessa na compra além das gigantes de poker, de acordo com informações do diário inglês Telegraph.