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Erik Seidel - WSOP 2018

Erik Seidel é um dos melhores jogadores da história do poker e também um dos mais discretos. Mesmo com o estilo low profile, o americano foi foco de uma polêmica nas redes sociais nesse fim de semana. Tudo começou no $10.000 Heads-Up Championship, onde Seidel enfrentava Max Kruse, jogador de futebol alemão que é presença frequente nos torneios de poker.

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Em certo momento da partida, Kruse parece ter perdido sua conexão, ficando sitting out. Seidel não quis saber e começou a dar raise instantaneamente em todas as mãos para roubar os blinds do oponente. O streamer Patrick Tardif assistiu à situação e levou a discussão para o Twitter. “Assistir Seidel instantaneamente roubar os blinds do recreativo é algo maluco para mim. Você acha que conhece alguém”.

Na sequência, Tardif deu mais detalhes. “Ele clicou o botão de raise rapidamente por 12 minutos antes de chegar o break. Ainda bem que o break salvou Max, mas ainda assim ele perdeu de 45 a 50% de seu stack”. A atitude surpreendeu muitos jogadores, principalmente pela boa reputação de Seidel no cenário, com nomes como Manig Loeser e Patrick Leonard tecendo críticas.

Importante deixar claro que o americano não fez nada ilegal ou contra as regras. No entanto, até por ser um torneio de heads-up, de buy-in elevado e valendo bracelete, muitos esperavam que Seidel aguardasse o retorno do adversário ou, pelo menos, roubasse os blinds de forma mais lenta, sem dar raise o mais rápido possível.

Horas depois, o craque apareceu na discussão, admitindo que a atitude não foi a ideal. “Foi um erro”, escreveu no Twitter. “Eu não sabia quem ele era, mas isso não deveria fazer diferença. O plano se ele perdesse todas as fichas assim era devolver o buy-in e dar uma porcentagem da ação. Aconteceu comigo duas vezes ao vivo. Na primeira vez, o jogador do primeiro round aguardou, na segunda vez era a semifinal da WSOP Europe e o oponente levou boa parte do meu stack”.

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Na sequência, Seidel ainda completou sua participação citando exemplos de integridade no meio do jogo. “É uma discussão útil e eu sempre quero ser avaliado no padrão mais alto. O que fariam Isaac Haxton, (Stephen) Chidwick ou Jason Koon, é isso que quero fazer. Se não atingi o nível, isso é um problema”. Vale lembrar que, recentemente, o brasileiro Patrick Ulyssea esteve em situação parecida.

O “Nelepo10” estava no heads-up de um torneio quando o oponente foi desconectado. Ao invés de aproveitar a oportunidade para ganhar as fichas, o brasileiro ficou sitting out até o retorno do adversário. E você, o que achou da atitude de Seidel? Você esperaria o oponente? Opine!

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