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Fabiano Kovalski - EPT Barcelona
Fabiano Kovalski.

Fabiano Kovalski deu show na SuperPoker Session de ontem (16). Além de alcançar duas mesas finais, sendo uma delas no US$ 530 Bounty Builder, um dos principais torneios do dia, o profissional do Samba Poker Team falou muito sobre estratégia do jogo e esbanjou sinceridade sobre a vida de jogador e a trajetória.

Um dos espectadores, que utilizava o nick “coloradoaa” fez a seguinte pergunta para o craque. “Kova, olhando teu gráfico tem um período bem longo de variância, esse número é real? Se sim, como lidou com esse momento?”.

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Sem dar voltas, o profissional foi direto. Confira o depoimento:

“Depende de qual fase ele está falando. Sou profissional há doze anos, e tive períodos que faltou muito profissionalismo, principalmente no começo.

Quando eu comecei a jogar torneios, muito rapidamente eu ganhei todos os majors que tinha na época, que eram poucos e não pagavam tanto, quanto hoje em dia. Eu acabo de chegar nessa fase, ganho três majors em duas semanas, subiu na cabeça.

Tinha 21 anos e achava que era o melhor jogador do mundo e na verdade eu era horroroso, não sabia o que estava fazendo. Tive uma variância positiva e na época todo mundo era muito ruim, então, ainda era possível alguém muito fraco ganhar aquele tanto de dinheiro. Hoje, isso já é mais difícil, pegar um player fraco, como eu era naquela época, e ganhar dois WCOOP’s, isso é bem difícil, pois todo mundo evoluiu.

Gráfico Fabiano Kovalski
Gráfico Fabiano Kovalski

Depois tiveram fases, como o primeiro Supernova Elite, onde tive uma fase muito mais profissional, com rotina de estudo, exercícios, alimentação e tudo mais. Essa já é uma fase onde eu levo bem mais a sério. Eu tive uma parceria, em que eu fiz coaching com o Ivan, um jogador gringo, em que eu tive esse primeiro contato com o lado mais profissional do poker, pois ele tratava tudo de uma maneira mais a sério do que no Brasil, naquela época, isso era 2011. Aqui ninguém sabia muito o que estava acontecendo.

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Foi nesse momento que eu aprendi esse lado mais profissional e fui evoluindo. Já tive fase ruins depois disso. Quando ganhei meu primeiro Supernova Elite, saí pra jogar por conta e justo nesse momento o jogo evoluiu muito rápido, apareceram uns softwares de análises muito bons, principalmente sobre ICM e comecei a ficar para trás.

Como estava estudando sozinho, era muito mais difícil me manter atualizado do que para um jogador que estava em um time de Sit & Go Hypers da época. Fiquei pra trás, tive um ano bem ruim, provavelmente um dos piores da minha carreira, em que devo ter ficado uns US$ 15.000 up, após o rakeback. Eu recebi US$ 130.000 de rakeback e fiquei só com esse montante up, foi bem ruim.

Fabiano Kovalski - Evento 70 - WSOP
Fabiano Kovalski

Terminando esse ano, voltei para o time e com sangue no olho para me atualizar. Sabia que ia demorar um pouco, pois tinha muita coisa para aprender e caí de cabeça. Abri mão de muita coisa no meu dia a dia, porque eu precisava voltar para o topo.

Depois de três meses, já estava nivelado com os melhores regulares e não baixei o ritmo. Coloquei mais coisas com o pensamento profissional na minha carreira, na rotina diária e foi nesse momento que eu comecei a me considerar um ótimo profissional de poker, pois me mantive nessa sequência e não saí mais, era o meu terceiro ano como Supernova Elite.

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Eu lembro que, com isso, terminei o ano muito bem. Fui um dos jogadores mais lucrativos do mundo jogando os Hypers e, nesse momento, o PokerStars encerrou o Supernova Elite, do nada. Fiquei umas duas semanas ‘chorando as pitangas’, o que dava pra fazer para tentar retornar esse sistema, porque foi no auge, estava ganhando muito para apenas jogar Sit & Go.

Quando vimos que não ia voltar, eu sabia que tinha uma galera indo bem em torneios como o Kelvin [Kerber] e o [Guilherme] Cheveau. Já existia o Samba e eu conhecia o sucesso deles, me dediquei em voltar a ser jogador de torneio, mas levando esse profissionalismo do Sit & Go.

Fabiano Kovalski - BSOP Floripa
Fabiano Kovalski – BSOP Floripa

Minha atitude foi criar uma rotina e reaprender tudo, estudar a matemática. Conforme fui ficando confiante, comecei a abrir alguns torneios e ter resultados com bastante frequência. Isso foi no início do ano e em agosto já possuía um gráfico muito bonito de MTT’s.

O Kelvin e Cheveau me chamaram para dar um coach no Samba e depois me chamaram para ser sócio. Então, entrei e não saio mais (risos)”.

Quer saber mais sobre a rotina dos grandes jogadores e ainda tirar as dúvidas técnicas? Não deixe de acompanhar a SuperPoker Session, um conteúdo muito valioso só que gratuito para todos.

Para assistir a SuperPoker Session com Fabiano Kovalski completa é só acessar o canal do SuperPoker na Twitch.

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