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Felipe Mojave - BSOP Millions

Quando um jogador como Felipe Mojave, que tem mais uma década de experiência no poker, diz que um call foi um dos mais difíceis de sua vida, vale a pena parar e conferir a mão em questão. Jogando o High Rollers, o profissional contou ao SuperPoker a ação completa e fez sua análise da mão, que aconteceu no Dia 3 do Main Event, próximo do dinner break.

“Eu estava numa mesa difícil, acabei perdendo bastante ficha, tinha perdido um flip grande, depois uma mão que o oponente faz full no flop, e eu acabei ficando com 240.000 no blind 8.000/16.000”, contou Mojave. “Ainda tinha muito jogo para mim com esse stack, blinds de 75 minutos, tinha condição total de alavancar esse stack.”

Um oponente que tinha ganhado quase todas as mãos contra Mojave abriu do UTG para 35.000, recebendo o call de um jogador agresivo no cutoff. No big blind com A7o, o craque optou por completar para ver o flop, que trouxe Q7T, com duas de copas, dando o último par para o paulista, que tinha o A de copas. A ação rodou em check e o turn foi um 6 de espadas, deixando o board com QT76 com duas de copas e duas de espadas.

Felipe Mojave - BSOP Millions
Felipe Mojave – BSOP Millions

“Pelo fato de o oponente agressivo ter checkado em posição, eu acreditava que ele tinha errado totalmente o flop, bem como o oponente do UTG, que era tight agressive e nessa mão virou tight passive”, explicou Mojave. “Acreditei que o pote era muito importante para mim e que se eu colocasse uma aposta tinha grandes chances de levar o pote no turn, o que me deixaria muito feliz.”

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Mojave apostou 45.000 fichas, tomando call do UTG e forçando o fold do cutoff. O river traz uma das piores cartas possíveis para a mão do jogador, um 8 de copas, completando o flush do flop e colocando quatro cartas para uma sequência no board QT768. Mojave deu check, tentando levar a mão para o showdown, mas o oponente praticamente o colocou em all in, com uma aposta que deixaria apenas 20.000 para trás no stack do profissional.

Com quatro time banks disponíveis, Mojave precisou usar três deles para chegar a uma conclusão sobre o range do adversário. “Era difícil de jogar contra ele por dois motivos: primeiro que ele estava confundindo um pouco valor e blefe, então poderia muitas vezes estar blefando com uma mão melhor que a minha, porque tenho quarto par, não ganho de quase nada.

O segundo fator é que ele era um cara que eu respeitava muito, porque troquei uma ideia com ele no dia anterior, ele foi na minha mesa falar comigo. É uma pessoa espetacular, uma energia muito boa, uma vibe sensacional, então eu pensei ‘será que ele vai me blefar? Ele me respeita bastante’.”

Por fim, pensando que o adversário poderia estar blefando com uma mão melhor, a definição do call veio com a observação da leitura corporal do oponente. “Ele tinha ganhado todas de mim e mantido uma postura imponente”, contou. “Mas nessa mão, no meu terceiro time bank, eu senti um desconforto nele. Ainda teria muita mão de blefe que eu estaria perdendo, mas ele estava com um nervosismo de ‘não me pague por favor’, foi a definição que eu consegui associar, então acabei dando call”.

Mojave anunciou o call e viu o adversário abrir KJ para K-high, que tinha ficado duas pontas no flop, puxando o pote com par de 7. “Fiquei muito contente com a decisão que tomei, porque no poker temos muita variância, principalmente em torneios de fields massivo e misto, como é o do BSOP. Tomar uma decisão nesse field às vezes é mais difícil do que em um field só de regular.”

Confira o cronograma das transmissões do BSOP Millions:

05/12 – 14h – Main Event – Dia 4
06/12 – 14h – Main Event – Dia Final

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