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Felipe Mojave - BSOP Millions - Crédito: Carlos Monti

Um dos brasileiros que mais ganhou destaque no mundo do poker no ano de 2017 foi Felipe Mojave. Foram diversas façanhas, como o jogador que premiou em mais países, o brasileiro que mais acumula prêmios no ano, diversas retas finais e a participação em torneios de buy-in de mais de US$ 100.000.

Com esse belo desempenho, o PokerStars Team Pro subiu do quarto para o segundo lugar no ranking de brasileiros que mais acumulam premiações na carreira. O SuperPoker falou com Mojave sobre a trajetória no ano e suas projeções para 2018. Confira.

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Como você define o ano de 2017?

Como todo ser humano, a gente busca melhorar. Não busco ser uma pessoa famosa e nem rica, procuro ser uma pessoa feliz, que carrega a bandeira do poker pelo mundo, já que é a atividade que eu mais gosto de fazer. No ano de 2017, consegui seguir esse sonho de jogar poker, muito bem seguido. Enxergo esse ano como uma evolução dos anos anteriores e acho que foi o ano mais importante da minha carreira, assim como os outros também foram, como também pretendo fazer de 2018. Esse ano foi um grande divisor de águas, eu vinha me preparando para jogar os grandes eventos e 2017 foi a realidade, participando desses torneios. Consegui ter um excelente desempenho, mas que, infelizmente, não traduzimos em resultado, por conta da variância do jogo e da amostragem. A performance foi boa, pois fomos longe, conseguimos classificar e jogamos contra os principais jogadores do mundo. O que mais me chamou a atenção foi traduzir em resultado a oportunidade que tive, porque muitas vezes eu poderia ter dado esse passo antes, mas não me sentia 100% preparado para me aventurar nesse field. Ano passado, fiz coisas na minha carreira que nunca tinha feito como, em cinco ou seis torneios que eu consegui back-to-back final table, acabei fechando o ano em primeiro lugar no Global Poker Index de jogadores aqui do Brasil. Esse ano consegui chegar em 14º no geral, que foi o melhor resultado de um brasileiro até hoje, o que pra mim foi uma grande vitória. Obviamente queria ter entrado no top 10, mas eu tive uma WSOP muito ruim, ou seja, um começo de ano bom, um meio de ano muito ruim e agora um final de ano excelente. Não consegui chegar entre os dez melhores, mas eu vou chegar lá, porque o ano ainda não acabou e 2018 está aí.

Felipe Mojave - Caribbean Poker Party
Felipe Mojave – Caribbean Poker Party

Como foi rodar o mundo jogando poker?

Foi um desafio muito grande, porque cada lugar tem um tipo de field que você enfrenta, nos torneios grandes são os melhores jogadores viajando o circuito, como nos demais esportes. O ano de 2017 foi a afirmação do meu jogo , de saber que estou em um nível muito bom e que eu tenho que entrar em 2018 confiando em mim.

Você é líder do ranking de jogador que mais premiou em países diferentes. Qual o significado desse resultado?

Eu sou um cara que sempre ensinei para os meus alunos que ninguém corre atrás de ranking, a gente senta em um torneio de poker e nos fechamos naquelas condições internas, de como posso jogar essa mão da melhor forma, como eu posso me desempenhar nesse torneio da melhor forma. Os fatores externos e as conquistas que podem vir com os resultados não valem nada. Pra mim, foi uma grande surpresa quando olhei para esse número e agora sim tenho um ranking, pois o meu objetivo não foi esse, pois o principal era fazer o melhor que eu podia a cada evento que eu estava participando. Em 2017, em um período de dois meses eu consegui cinco mesas finais, em um dos torneios mais difíceis que tem. Não teve um jogador que teve um desempenho parecido com esse, mesmo não tendo vencido nenhum torneio. O resultado do ranking é só um número, que devemos comemorar só quando o ano acabar. Não penso no ranking, e um fator que mostra isso é que todas as minhas 13 premiações são em eventos substanciais, eu nunca fui para um lugar para jogar um evento que não valia nada para falar que ganhei a bandeira desse país para eu ganhar o ranking. Tive a oportunidade de participar em outros países de aumentar esse número se eu estivesse pensando no ranking, por exemplo, eu poderia ter ido para Argentina, Chile e Paraguai que são praticamente no quintal da minha casa, seriam 16 bandeiras. Mas eu não tenho interesse como profissional, do jeito que a minha carreira está, seria um gerenciamento errado. Eu tinha o convite de participar do WPT França, jogar o Main Event e o High Roller, é um torneio substancial, mas resolvi participar do BSOP Millions. Poderia ter colocado a bandeira número 14 e quando alcanço essa marca, ia demorar para alguém bater, mas não estou preocupado com isso, tanto é que o próximo torneio que vou disputar é PokerStars Championship Praga, onde já premiei algumas vezes esse ano. Se eu conseguir fechar como número um do ranking, com uma qualidade de vida melhor, fazendo um bom planejamento, onde a minha família acha que eu sou uma pessoa boa, que eu faço coisas boas para eles, que eu não penso só na minha carreira, essa conquista vai ter um valor inestimado.

Felipe Mojave - BSOP100 (Créditos: Carlos Monti)
Felipe Mojave – BSOP100 (Créditos: Carlos Monti)

Outro feito que você alcançou esse ano foi o de alcançar o segundo lugar no ranking de jogador brasileiro que mais acumula premiações na carreira. O que esse feito representa?

Pra mim, a questão financeira não vale nada, o fato de a gente olhar para trás, olhar para um ranking e ver que estamos em segundo lugar é muito legal. Meu objetivo como profissional de poker nunca é observar um ranking e ver que fulano está em tal posição e preciso ultrapassá-lo, nunca. Minha briga pessoal é de melhorar os meus próprios resultados e ser uma pessoa melhor do que eu era. Se isso vai me fazer ser número 2, ou qualquer outra colocação, não importa. Só que isso é um fato a ser comemorado no final, como eu ainda estou começando, tenho muita lenha para queimar ainda. Sei que vocês adoram essas estatísticas, pois funciona mais para a parte jornalística e para a galera que gosta de números. É uma coisa que você não me vê falar, só no começo e final de ano quando faço aquele balanço do que foi bom e do que foi ruim. Se você me perguntar se estou satisfeito com essa posição que estou hoje, te direi que não estou satisfeito, estou feliz, mas nunca satisfeito, pois sei que poderia ter rendido muito mais. A minha busca é para melhorar o rendimento e continuar nessa evolução, para que eu possa manter essa posição ou subir.

Qual o planejamento para 2018?

Eu tenho uma ideia do que vai ser, mas não terminei 100% do planejamento para 2018, pois tenho um planejamento semestral. Já planejei o primeiro semestre do ano que vem e o anual ainda não fechei, pois vai depender de algumas decisões pessoais. O pensamento é seguir nessa corrida, participando do maior número de eventos que eu puder e quero incluir alguns eventos que eu nunca participei, pois faz parte do meu objetivo de vida, fazer coisas que eu tenho vontade de fazer. Esse ano separei um momento para estudar, estou fazendo coaching mental, ao invés de dar treinamento, porque eu quero evoluir e estar mais preparado quando eu tiver a oportunidade de ensinar, e claro, para eu melhorar. Deixei de jogar alguns campeonatos para aprender, fiz treinamentos com muitos jogadores de poker, com muita gente que acabou se tornando meus amigos, no mundo do esporte a gente troca muita informação. Tive muita sorte de ter virado expoente de jogos como Omaha e Mixed Games, as pessoas vieram atrás de mim para buscar informações e eu ter a oportunidade de trocar conhecimento com grandes nomes do Texas Hold’em. Ssso mudou a minha vida de achar que não sabia, que eu poderia melhorar, e ter feito esses intercâmbios acabou melhorando o meu jogo de No Limit Hold’em, que eu me sinto muito confortável. Então, em 2018 farei esse mix, de sair queimando gasolina por aí, jogando tudo que eu puder, só que eu darei mais atenção para a área do treinamento, em busca do aperfeiçoamento pessoal e profissional.

Felipe Mojave - BSOP Millions - Crédito: Carlos Monti
Felipe Mojave – BSOP Millions – Crédito: Carlos Monti

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