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Marcelo Mesqueu - BSOP Brasília
Marcelo Mesqueu - BSOP Brasília

Na última sexta-feira (31), foi dado o pontapé inicial para o Main Event do BSOP Brasília. Tradicionalmente, a organização do maior circuito de poker do hemisfério sul chama o atual campeão brasileiro de poker para fazer a abertura, em 2020 foi Marcelo Mesqueu.

Assim como aconteceu na cerimônia do título, Mesqueu fez questão de estar ao lado da família. No discurso, ele agradeceu a oportunidade, falou da trajetória do ano passado e avisou: esse ano irá buscar o bicampeonato.

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Mostrando que entrará com tudo em 2020, logo no primeiro dia de evento o carioca já alcançou a decisão do 1-Day High Roller. Mesqueu alcançou o terceiro lugar e faturou R$ 30.340.

Em entrevista ao SuperPoker, o campeão brasileiro abordou diversos assuntos, a mudança na pontuação, a expectativa para um possível bicampeonato e a responsabilidade de representar o esporte sendo o atual campeão nacional. Confira:

Como é retornar para o salão do BSOP pela primeira vez como campeão brasileiro de poker?

É diferente, pois você tem ainda mais reconhecimento. A gente também volta bem mais leve depois de ter passado todo o ano brigando pelo ranking e com novas expectativas para 2020.

Marcelo Mesqueu - BSOP Brasília
Marcelo Mesqueu – BSOP Brasília

Você começou a etapa com tudo. Qual o planejamento após começar a etapa fazendo mesa final no 1-Day High Roller?

Já começou a cobrança dos amigos íntimos: ‘rumo ao bi’, ‘vamos’, ‘começou’. É só a primeira etapa, não tem como definir nada. Essas coisas tem que ir passo a passo e vendo o que acontece, mas é um bom começo. Vamos ver o que vai acontecer no decorrer da etapa para ver a estratégia.

Como você disputou o ranking nos últimos anos, tinha decorado a tabela de pontos. O que você achou dessa alteração no sistema de pontuação?

É maravilhosa, isso devia ter acontecido há muito tempo. A organização achou melhor descontar de acordo com o número de reentradas. Eu acho que está bom, mas vamos ver na prática. A única coisa que eu tenho receio é o controle interno, não desmerecendo a organização que eu sei que é muito boa, só tenho medo deles errarem.

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A diferença que vejo hoje é que os jogadores não tem como acompanhar full time, porque as vezes existe uma demora para divulgar os pontos. Isso é ruim, pois antes, no salão, a gente conseguia saber quem é que estava concorrendo com você e como estava de pontuação. Hoje, isso não dá pra saber, pois não dá pra saber se o cara fez a reentrada ou não, esse é o ponto que eu vejo como negativo.

Logo na primeira etapa, o BSOP colocou premiação garantida, em uma etapa fora de São Paulo. Como você está vendo essa ideia do circuito?

Eu até espantei, o salão está bem cheio. O BSOP é muito preciso nos números, conhecem o público alvo e como alcançar. Isso só engrandece o poker e traz mais jogadores para essas etapas, isso é muito importante.

Familia Mesqueu
Familia Mesqueu

Teve um sentimento diferente fazer a abertura oficial do Main Event?

Ser convidado pelo Igor Federal, DC [Devanir Campos], Bill [Alberoni Castro] e o Sérgio Prado e ainda ouvir que todos faziam questão, que é um costume o atual campeão brasileiro fazer. Por sorte, a minha família estava chegando e o Igor, além de ser uma ótima pessoa, é um cara muito família, preserva isso da presença dos familiares. Eles aguardarem eles para fazer a cerimônia, foi muito legal.

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Como você vê essa relação, dos jogadores virem para os eventos e conseguirem trazer a família?

Seja aonde for, se você está com a sua família é importantíssimo, não importa se é no trabalho ou lazer. No meu íntimo, isso é combustível para mim, quando eles chegam eu me sinto um leão, quero mostrar que estou aqui, que temos condição, que vamos fazer bonito para virar ainda mais ídolo dos pequenos, dos mais velhos e isso pra mim é força máxima, eles são o river que eu preciso.

Como você vê essa responsabilidade de representar o poker brasileiro como o atual campeão nacional?

Muita gente me chama nas redes sociais para perguntar, para falar sobre coach e carreira. É importante por eu não ser mais um menino, pois os jovens acabam se inspirando em um cara mais velho, e quem já tem mais idade, acaba se espelhando também.

É difícil falar da emoção que dá, mas é importante saber que todos tem condições iguais de ganhar um belo torneio, é só se dedicar, estudar e foco. Esses são os aspectos que eu vejo que tem que ter, em todos os eventos.

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