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Marcos André - MasterMinds

A nova sede do H2 Club São Paulo foi inaugurada recentemente, mas já tem uma grande história de vida para contar. Apesar de ter sido campeão paulista em 2017, o competidor Marcos André nunca havia vencido um Main Event do CPH. Essa sina acabou na última etapa e justamente em um dos momentos mais difíceis da vida do jogador.

A mãe do profissional teve obstrução nas veias e precisou amputar as duas pernas, e mudando toda a rotina drasticamente. Algo que também acabou afetando a carreira de Marcos. Mas ele deu a volta e conseguiu, enfim, cravar o evento principal do CPH Festival. “Graças a Deus esse título veio na hora mais importante da minha vida. Veio num momento mágico também já que foi a estreia do novo H2. Parece que eu estou sonhando. Eu precisava muito desse título para ter um conforto e poder continuar acompanhando minha mãe no dia a dia dela”, festejou Marcos André.

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“Uma mulher que não dependia de ninguém para nada agora se encontra numa situação em que depende dos filhos, principalmente de mim, que sou o mais próximo e moro com ela, para fazer tudo. Como vivo do poker, as nossas vidas ficaram de pernas para o ar, sem saber o que fizer. Eu cheguei a ficar muito tempo parado, fora das grades de torneios porque eu precisava estar sempre acompanhando minha mãe para todos os lados”, contou o jogador sobre o momento difícil.

“Graças a Deus as cirurgias ocorreram tudo bem, ela foi forte e não deixou o psicológico abatê-la, mas a gente continua nessa correria de médico para lá e para cá. Para eu continuar jogando e vivendo do meu trabalho, precisei chamar duas cuidadoras (uma de manhã e uma à noite), já que a vida de jogador exige tempo integral para dedicar ao poker”, explicou a rotina o jogador.

Marcos André e a mãe
Marcos André e a mãe

Ele também afirma que conta com o apoio dos amigos e familiares para conseguir se manter focado no poker e conseguir obter os melhores resultados possíveis, mesmo passando por uma momento delicado na vida pessoal. “A gente tem que buscar isso na família e nos amigos. São eles que em momentos de dificuldade te estendem a mão para ajudar, seja com carinho ou apoio motivacional que te motivam e mostram que você nunca está sozinho.”

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Embora nunca tivesse ganho o Main Event, o campeão afirma que isso nunca o incomodou. “O que vale na carreira de um jogador é manter a regularidade e estar sempre chegando, independente de cravar ou não, acredito eu. Mas é claro que sempre fica aquele gostinho de conseguir cravar o Main Event”, disse.

Ele também afirma que não precisou ajustar seu jogo de 2017 para cá, mesmo participando de torneios que possuem um field bastante técnico. “Acho que na verdade não mudou nada no meu estilo de jogo de 2017 para cá. O field do CPH é muito duro, muitos regulares bons, sempre a nata do poker consegue chegar nas retas finais, então é normal não acontecer a cravada. naquela terça-feira foi meu dia. Havia muitos jogadores bons e técnicos que ficaram pelo caminho e isso acaba facilitando um pouco na hora de jogar a mesa final”.

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