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Terça-feira, 26 de setembro de 2017. Uma das datas mais importantes para a história do poker brasileiro e para o jogador Alexandre Mantovani. Ele foi o quarto colocado no Main Event do WCOOP, o maior momento do ano do esporte da mente online. Pelo resultado, o pernambucano, que mora em Curitiba desde os 4 anos, ganhou US$ 612.997, cerca de R$ 2 milhões.

Essa é o terceiro maior prêmio conquistado por um brasileiro em torneios online. “Cavalito”, como joga no PokerStars, só ficou atrás do feito de Yuri Martins em 2014 (US$ 708.251) e de Bernardo Rocha (Machadada RS), adversário de Alexandre que acabou em terceiro lugar (US$ 848.015) no mesmo torneio.

No Facebook pessoal do jogador profissional, muitos comentários de congratulações dos amigos e pessoas próximas vêm acompanhados das palavras “esforço”, “merecimento”, “trabalho” ou “dedicação”. Essa é provavelmente o maior significado de toda a recompensa de um jogador que é visivelmente muito comprometido com o que faz.

O SuperPoker fez várias perguntas para Alexandre Mantovani e ele deu uma aula de como é ser profissional. Confira:

SuperPoker: Já caiu a ficha desse resultado gigante? Como foi sua reação?

AM: A ficha não caiu até agora. Isso é uma coisa que transforma a sua vida da noite para o dia. Nesse exato momento, por ter que estar nessa correria de mandar o dinheiro para os investidores e tal, eu só estou aproveitando para curtir meus amigos e minha família e depois assimilar melhor o que isso vai representar na minha vida.

SuperPoker: Como foram esses três dias de Main Event? Tente fazer um resumo…

AM: O pré-torneio foi engraçado, porque eu não ia poder jogar, conversei com meus investidores porque queria muito jogar. Perguntei se eles tinham interesse em comprar action e eles falaram que eu teria que cumprir algumas metas até o final do ano, mas que eu teria ele on stake (dentro do acordo do time). O começo foi bem devagar, passei os quatro primeiros intervalos com o stack inicial. Depois comecei a fazer mais fichas e foi desenvolvendo. No final do Dia 1, eu dei aquela enroladinha já que o ITM estava chegando, cheguei a ficar bem curto em umas oportunidades, mas peguei bem os spots. Passei pro Dia 2 e fui levando uma coisa de cada vez.

SuperPoker: Os payjumps gigantes do torneio fazem diferença? Como você se portou perante a isso?

AM: Os payjumps fizeram mais diferença no começo do Dia 2 e mais quando eu estava short. Eu realmente considerava eles, dava aquela enroladinha, evitava spots muito duvidosos, mas teve um momento que comecei a fazer bastante ficha e chegou a hora que eu já estava ganhando mais do que US$ 20.000, que era mais que o meu maior resultado. Tudo que viesse era lucro, não pensei tanto depois disso.

SuperPoker: Qual a influência da Pocarr nesse seu grande resultado?

AM: A Pocarr foi fundamental para eu atingir esse resultado. Quando eu entrei lá eu basicamente não tinha resultados. Eu jogava um jogo, que apesar de ter uma base técnica, era uma base muito fraca, então eu fazia várias coisas por feeling e na Pocarr eu aprendi a realmente a estudar o jogo, entender a razão pela qual eu fazia as jogadas.

Eu me relacionei com excelentes jogadores, alguns dos melhores do mundo. O ‘girafganger7”, que é o mais famoso, é meu brother, quando eu entrei lá ele jogava torneio até 20 dólares. O relacionamento com esses jogadores, aprender mais a parte técnica e essa ética de trabalho e estudo foi fundamental para a minha carreira.

SuperPoker: Você é adepto do Método DeRose. No que ele te ajudou a conquistar essa forra?

AM: O Método DeRose teve um grande impacto pra mim na parte do controle emocional. Ele é composto de várias técnicas e conceitos, como a relação com outras pessoas e você mesmo, físico, mental, emocional, intuição. Todos esses critérios tem uma importância no jogo. Se você não está bem fisicamente e está jogando por 12h e ter dor nas costas, prejudica a concentração. Quando ganhar ou perder um pote muito grande e dar emoção às suas decisões, elas serão piores. O método me deixa preparado para situações de extrema pressão. Eu estava super focado e concentrado e isso fez total diferença.

SuperPoker: Como seus amigos fora do poker reagiram com essa notícia?

AM: Meus amigos fora do poker nem conseguiram entender direito ainda, mas todo mundo ficou muito feliz. Alguns deles me apoiaram demais no começo da minha carreira e muitos não apoiavam, mas eu sei que eles queriam meu bem. Eu sei que todo mundo ficou muito feliz. É muito legal ver quem são as pessoas que estão ali de verdade. Retomei contato com pessoas que eu sentia falta e que sei que não é por interesse. Foi muito legal.

SuperPoker: Fique à vontade se quiser fazer alguns agradecimentos

AM: Eu gostaria de agradecer muito a minha mãe, que demorou um pouco, mas hoje apoia completamente minha carreira de jogador. A minha família de forma geral, a todos meus amigos, principalmente os mais próximos, que foram para a Croácia comigo esse ano. AcePheres, Aaurelio e Pvss. Quero agradecer ao mestre DeRose, meu mentor, uma das minhas inspirações. E todos que passei pelas escolas onde torciam para que eu melhorasse.

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