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Elcio Romao - BSOP Millions - Crédito: Carlos Monti
Elcio Romao - BSOP Millions - Crédito: Carlos Monti

Foi muito difícil me despedir de você numa sexta-feira a noite, meu amigo. Logo na sexta, o dia da diversão, da alegria, do encontro com as pessoas que gostamos. Mas pensando bem, esses bons sentimentos que o último dia útil da semana nos traz fazem parte da essência do que você representou, grande Élcio Romão, tão querido no nosso meio e entre teus familiares e amigos, num mundo que anda tão complicado de se viver.

Perdi um dos grandes motivadores do meu trabalho. Um cara que dizia para todos que assistia e gravava todos os programas e transmissões de poker, que era uma das grandes paixões na sua vida, assim como o Palmeiras.

]Muitos são os fanáticos do alviverde imponente, poucos, muito poucos, acabam incorporando ao seu nome oficial a denominação primordial do time do coração. Élcio foi – e sempre será – o Palestra. O nosso Palestra. Mesmo que o coração seja tricolor, corinthiano, ou, no meu caso, Millonario.

Palestra era daqueles tipos raros, que logo de cara diz a que veio, com simplicidade e sem rodeios, mas sempre de maneira muito divertida. Um agregador.

Quando digo que me motivava, não o fazia apenas dizendo que assistia e gravava os programas todos. Ele também exercia o seu lado crítico sem medo. Um amigo de verdade.

Ontem, ao chegar ao seu velório, me deparei com um papel sulfite, acima da porta de entrada, indicando onde estava o nosso amigo: Sala Palmeiras. Um dos presentes me disse que antes da chegada de Élcio por ali, houve consenso de que ele não gostaria nunca de estar numa sala de nome São Paulo, nome original do espaço onde ele seria velado. Os bons amigos nunca nos abandonam.

A paixão pelo poker de Élcio vem de longe, eu soube lá na sua despedida. Um dos presentes me contou que ele jogava o famoso poker fechado, lá pelos anos 70, e que inclusive o havia ajudado uma vez que ele tinha uma quadra de ases, e não tinha mais fichas (no poker fechado à Brasileira, não existia o all-in, quem não tivesse fichas para pagar as apostas subsequentes, perdia a mão).

Pude conversar com a viúva, dona Vera, que logo lembrou que eu era do poker, onde segundo ela, Élcio era “o tiozão”. Eu disse a ela, que era mais do que isso, que era um dos grandes inspiradores para muitos e que a alegria que ele tinha ao sentar para jogar era contagiante.

Vera recordou também, entre sorrisos, mostrando uma força enorme, o fato de eu não ser palmeirense. mas eu lembrei que mesmo não sendo, sou filho de mãe palestrina, e Élcio vivia dizendo para eu levar a minha mãe no Allianz Parque, algo que concretizei no jogo Palmeiras x Fluminense no ano passado, e que deixou o Verdão mais perto da taça de campeão brasileiro.

Palestra, meu amigo querido, o poker perde com a sua partida, o mundo ainda mais. Nos consola apenas a certeza de que lá em cima seu Tunico está com a mesa pronta – e farta – e que lá vão estar Oberdan Cattani, Filpo Nunez, Jorge Mendonça e tantos outros que nos ensinaram, assim como você, que o amor é verde.

Deixo um abraço apertado para a Dona Vera e aos filhos Lígia e Vítor Romão.

 

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