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Phil Galfond e Brandon Adams descordaram do uso do shot clock
Phil Galfond e Brandon Adams descordaram do uso do shot clock

Phil Galfond e Brandon Adams seguem no grind intenso e nessa quarta-feira (28) aconteceu mais uma sessão do quinto Galfond Challenge. Após derrota na primeira partida, o anfitrião segue em franca ascensão e venceu os dois duelos seguintes.

A terceira foi uma sonora vitória, com Galfond terminando as oito horas de jogo com um impressionante lucro de US$ 56 mil, chegando a US$ 50 mil de lucro no duelo. Entretanto, ainda há espaço para a recuperação de Adams, já que restam 14 horas de jogo para serem disputados.

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Apesar da imponente vitória, a partida acabou ficando em segundo plano após os adversários iniciarem uma discussão no Twitter. Adams começou o assunto. “Phil Galfond e eu tivemos uma partida civilizada, mas o pausamos devido a uma discussão. Precisamos de ajuda em um consenso pelo Twittter”.

Na sequência ele reclamou da demora do adversário em tomar as ações. “Galfond está mudando a estratégia, como era de se esperar, mas também está usando o relógio ao máximo, aproveitando todo o tempo em cada decisão, em todas as streets”.

O desafiante ainda postou imagens de uma conversa com o próprio Galfond, onde discutia a necessidade do shot clock, já que na sua visão, é o elemento que está sendo usado de forma exagerada. O anfitrião não concordou com a sugestão de uma discussão aberta no Twitter, mas que sim, poderiam procurar um ou mais pessoas para mediarem o confronto.

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Phil se defendeu das acusações dizendo que o tempo de 15 segundos pré-flop e 30 segundos pós-flop era para não ter esses problemas e continuou. “Brandon usou o relógio a seu favor durante toda a partida, mas vai argumentar que não excessivamente. Ele levou os 15 segundos pré-flop para praticamente todas as decisões desde o início da partida”, o profissional continuou a sua defesa. “Nos dois últimos dias, quando planejava fazer check ou fold no river, ele se levantava e se alongava por 30 segundos antes de fazer a ação”.

“Eu evito conflitos a todo custo e discutir no Twitter defendendo o tank é a última coisa que eu quero. É muito desconfortável emocionalmente pra mim, ruim pessoalmente e financeiramente, mas serei julgado. Mas eu sei o que é justo aqui e não quero ser prejudicado”, concluiu Galnfond.

Como era esperado, a comunidade se manifestou a respeito da situação e Isaac Haxton e Max Silver chegaram em uma ideia semelhante: pegar o momento do duelo em que o ritmo estava fluindo normalmente e dele fazer um número médio de mãos jogadas por hora. Com resultado, definir uma quantidade de mãos a serem jogadas até a conclusão, ao invés de horas.

Em um primeiro momento, ambos os jogadores concordaram com a solução apresentada pelos craques e o número de mãos média por hora será definida pelos dois jogadores que tiveram a ideia. Até que os profissionais não cheguem em um número, o duelo está paralisado.

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