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Poker e pandemia: o efeito do Covid-19
Poker e pandemia: o efeito do Covid-19

A relação entre o poker e pandemia, em um mundo assolado pelo coronavírus, possui diversas facetas. Enquanto o interesse pela prática do jogo online atingiu níveis recordes nos últimos anos, o circuito ao vivo, envolvendo séries de torneios, clubes e cassinos pelo mundo, sofreu uma grande crise.

O primeiro grande evento adiado foi a Triton Series Jeju, que aconteceria de 10 a 22 de fevereiro. A partir daí, com o avanço do Covid-19 pelo mundo, começou o efeito dominó de cancelamentos que afetou todos os circuitos. Etapas como o BSOP São Paulo e Rio de Janeiro, EPT Sochi, PokerStars Players Championship em Barcelona, entre muitos outros, foram desmarcadas.

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O cenário latino-americano, que contaria também com a estreia do PAPT (Panamerican Poker Tour) e com a primeira etapa do PPWC (PPPoker World Championship), viu os dois eventos também ficarem impossibilitados. Nas cidades, clubes também foram fechados, incluindo as unidades do H2 Club em São Paulo, Goiânia, Campinas e Curitiba. O mais recente cancelamento foi o da WSOP, a Copa do Mundo do Poker. A série seria realizada em Las Vegas, um dos locais que mais sofreram com a crise.

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A “Capital do Pecado” tem no verão do hemisfério norte o período de maior movimento, recebendo milhões de pessoas. Em abril, por exemplo, os cassinos da cidade geraram cerca de US$ 3,7 milhões em receita. Isso representa uma queda de 99,6% em relação ao mesmo mês no ano anterior, que registrou US$ 801 milhões em receita, segundo a Gaming Control Board (Conselho de Controle dos Jogos, em tradução livre) do estado de Nevada.

Poker e pandemia: o efeito do Covid-19
Poker e pandemia: o efeito do Covid-19

Situação similar viveu Macau, o lugar mais popular dos jogos de aposta no continente asiático e palco das mesas de poker mais caras do mundo. A entidade que controla o jogo na região anunciou que junho foi o mês de menor receita da história. Foram registrados US$ 89,7 milhões em receita, 97% menos que junho de 2019. No primeiro semestre de 2020, a receita total chegou a US$ 18,7 bilhões, 77,4% que o mesmo período do ano passado.

No entanto, nem tudo são notícias ruins para o cenário. Com a queda de casos confirmados, alguns cassinos e salas de poker pelo mundo já começaram a reabrir. O Kings Casino, em Rozvadov, na República Checa, é um dos casos. Dono do maior Poker Room da Europa, o cassino reabriu no início de maio, oferecendo mesas de cash game e até realizando o primeiro torneio da reabertura.

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Nos Estados Unidos, a situação também já dá sinais de melhora, mas com mais cautela em relação ao cenário europeu. Cassinos como o Seminole Hard Rock, em Tampa, o Bellagio, o Venetian, o Aria, em Las Vegas, reabriram as portas. Com novas medidas para diminuir o risco de contágio, imediatamente acumularam grandes filas nas mesas de cash game. No entanto, o recente aumento nos casos registrados nos estados da Flórida e Nevada ameaçam um novo fechamento das propriedades. Esse foi o caso do Bicycle Hotel Casino, em Los Angeles. O local chegou a reabrir, mas novamente teve as portas fechadas por ordem do governador da Califórnia emitida no dia 1 de julho.

Até o momento, a realização de grandes séries, das que contam com presença de jogadores de outros países, ainda parece uma realidade distante, assim como o retorno dos eventos ao vivo no Brasil. Por enquanto, os principais festivais apostam em versões online dos torneios. Os clubes, por outro lado, se voltaram aos aplicativos para seguir oferecendo a prática do esporte da mente. Fique ligado no SuperPoker para acompanhar as principais novidades sobre poker e pandemia.

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