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Renan Bruschi - BSOP Gramado
Renan Bruschi - BSOP Gramado

Quando o assunto é grandes jogadores no Rio Grande do Sul, Renan Bruschi é um dos mais citados. O craque é um dos dois brasileiros a alcançar o incrível feito de ser bicampeão do Sunday Million, o maior torneio regular do poker online. Outro marca do gaúcho, foi ser eleito o melhor jogador do mundo no poker online em dezembro de 2015.

Na última vez que o BSOP desembarcou no Rio Grande do Sul, o “internet93o” do online ainda dividia a rotina de grind com a faculdade de odontologia. Apesar do curso, o jogador estava presente no evento realizado em Novo Hamburgo.

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Em entrevista ao SuperPoker, Renan comemorou o retorno do BSOP ao estado natal, falou do nível elevado dos jogadores do Rio Grande do Sul e comentou o desempenho dele e do Brasil no WCOOP. Confira:

O que você fazia há nove anos atrás?

Eu já conhecia o poker, mas ainda fazia faculdade de odontologia. Joguei a última etapa que teve aqui, mas era uma sensação bem diferente, pois eu jogava bastante online e foi um os poucos eventos ao vivo que disputei. Tinha toda a adrenalina envolvida e apesar do field reduzido, o troféu do BSOP já era muito glamouroso.

Renan Bruschi - BSOP Gramado
Renan Bruschi – BSOP Gramado

Como é ver esse retorno do BSOP após todo esse tempo?

É fantástico, acho que nem deveria ter saído (risos). O problema era o espaço físico, mas agora dá pra perceber que tem um local que comporta uma etapa. Além disso, o público da região Sul também gosta muito de poker, é bem forte no estado, acredito que será uma etapa muito boa, com excelentes números.

Como você vê o estado do Rio Grande do Sul sendo uma das referências do esporte no país?

Aqui tem muitos jogadores bons. Desde o começo, do João Mathias o nosso “dinossauro no poker”, Bernardo Dias, Éverton Becker, Marcelinho Fonseca e muitos outros. E é bem bacana ver que a galera está vindo prestigiar, o crescimento do poker tanto em números quanto tecnicamente.

O WCOOP se encerrou há poucos dias. Como foi a série para você?

Acho que fiz uns doze dias finais e nenhuma mesa final, o resultado foi ferro, uns US$ 25 mil negativo. Acabei dando duas entradas no Main Event, também vendi um pouco de action, já que é um torneio bem acima do meu average de buy-in.

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Não foi nada fora do planejado, era esperado, nada de anormal. Fiz um filtro dos 80 top players que eu julgo na minha ótica e 60% deles perderam, isso mostra como é absolutamente normal, não é nada de outro mundo, pois é uma série com fields grandes, muita variância envolvida, mesmo com torneios com uma estrutura muito boa.

Renan Bruschi - BSOP
Renan Bruschi – BSOP

Outro ponto que eu julgo crucial, foi a falta de ritmo. Eu vinha em uma rotina de mais estudos, jogava três ou quatro dias no máximo, enquanto estudava nos outros dias, já no WCOOP eu folguei apenas dois. Muitos dias seguidos de grind acabaram me afetando, pois não estava preparado isso, vim de Barcelona, acabando de jogar live e até voltar no ritmo, que não era tão acelerado por conta do time, mentoria, aulas e estudos, mergulhei muito na série. Devia ter feito pausas, abdicado de alguns torneios e acredito que foi um erro de planejamento nesse aspecto.

Qual a sua avaliação da performance do Brasil nessa série?

Foi muito bem. O Brasil possui muitos jogadores qualificados e times de alto nível, acredito que isso fará nos manteremos no topo. Pra mim, o brasileiro tem um diferencial quando tem mindset bom, isso é muito benéfico, pois nós temos muita raça, gana de ir atrás e conquistar as coisas. Vejo que isso não acontece nos países desenvolvidos, pois os caras já nasceram com uma estrutura, qualidade de vida melhor. Esse fator faz eu enxergar um algo a mais, fora da parte técnica, pois ainda vejo o Brasil abaixo de Suécia, Alemanha e Reino Unido, que pra mim, são os melhores no poker online.

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Um dado do Brasil neste WCOOP, foi o país aumentando o número de conquistas nas versões mais caras e reduzindo no Low. Você acha que isso se deve a que?

Os torneios High são mais difíceis, mas nós temos muitos competidores competentes jogando e são torneios menores. Acredito que mesmo com esse nível de dificuldade, a variância de curto prazo é menor comparado ao field de 8, 9 ou 10 mil jogadores, com uma estrutura não tão boa assim.

Renan Bruschi - BSOP Brasília (Foto: Carlos Monti)
Renan Bruschi – BSOP Brasília (Foto: Carlos Monti)

Então, pra mim é isso, vários jogadores indo para os mais caros e disputando em alto nível. Exemplos não faltam né, Rafael Moraes, Thiago Crema, Kelvin Kerber, Fabiano Kovalski, Pedro Padilha, Alexandre Mantovani, enfim, a lista é infinita.

BSOP Gramado ainda está começando, mas qual a expectativa para o Millions?

Eu já reservei tudo para o EPT Praga, que começa um dia depois do BSOP Millions. Como eu meio que performo mal quando jogo muitos dias na sequência, até Las Vegas, eu nunca mais farei uma reta tão extensa, não sei se eu vou pegar todos os eventos. Provavelmente jogarei Main Event, High Roller e depois vou pra Praga. Estou falando isso, mas com certeza de última hora eu não vou me segurar e irei jogar quase tudo (risos).

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