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Gustavo Pinto - Tá na Mão Online
Gustavo Pinto - Tá na Mão Online

No início do mês de maio, Gustavo Pinto alcançou o título do Evento #6 da WSOP Super Circuit Online Series. Junto com a forra de US$ 84.706, a maior da carreira, o jogador faturou o anel de campeão da série.

Para chegar ao título, o brasileiro não teve vida fácil e contou com um complicado call já na mesa final do torneio. A mão aconteceu nos blinds 175.000/350.000, após todos os jogadores foldarem, o button deu mini raise e o brasileiro defendeu o big blind com Q4s.

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O flop foi Q92, raibow, e o adversário c-betou 600.500 fichas, recebendo outro call do brasileiro. Após um J aparecer no turn, o oponente veio para uma bomba, colocando 2.270.000 em um pote de 2.780.000.

O brasileiro optou por apenas pagar e um 3 completou o board. Após mais um check do brasileiro, o vilão foi all in. Com quase 5 milhões de fichas para trás, o brasileiro pensou alguns instantes e pagou.

Mesmo com um board todo conectado, o top pair do brasileiro foi o suficiente para vencer a mão e puxar o valioso pote, já que o adversário possuía T7s. Confira os motivos que levaram Gustavo a dar o call:

O jogador que está abrindo é um regular, um jogador bem agressivo e que estava jogando muitas mãos. Eu sei que ele está abrindo bastante looser, estou em uma situação de ICM em que estou com um stack médio, bem pressionado, pois tem dois jogadores à esquerda mais curtos e isso faz uma diferença bem grande e que eu levei em conta na minha decisão.

Aqui é uma defesa bem standart com Q4s contra o button, ainda mais sabendo que ele vai abrir bastante. Depois do flop, que é um bordo bem tranquilo, em que acertamos um top pair e é bem forte, principalmente nessas posições, tenho um check/call bem fácil.

O ponto da mão é o turn, pois é uma carta que conecta bastante com o flop, muitas mãos de valor do oponente, mas que também abre espaço para bastante blefe. Ele vai ter feito um KT, QJ, J9 e também vai ter diversos blefes como Kx, Tx, 8x, que ele abre do button.

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Então, abre espaço para bastante blefe no range dele, por isso, ele faz uma aposta bastante polarizada, que é normal, eu já esperava que viria uma aposta forte, pois abre bastante draws, como já tinha falado, e ele vai querer colocar muita pressão no meu range. Querendo que eu folde um 9, talvez, até um J, por exemplo. Só que provavelmente eu não foldaria essas mãos, talvez um A9 e K9 eu começasse a foldar. O K9 ainda não, porque ainda tem a broca. Mas um A9, qualquer 2x, um eventual par que eu não tivesse shovado pré-flop. Acredito que ele vai apostar com as mãos fortes dele e com os blefes também.

No river, um três, ele vai all in, uma carta que não mudou nada no board. Ele continua tendo todas as mãos fortes, 22, 99, J9, KT, T8, QJ e AA, são os combos de valor dele, mas os blefes também continuam como os Kx Tx, 8x, que barrelaram e chegaram nesse river sem nenhum valor de showdown e vão ter que me blefar.

O ponto dele ser um cara competente e estar jogando bastante agressivo me fez levar em conta. Por ter a pressão do ICM e ter dois caras menores na minha esquerda foi o que eu levei em conta e que ele poderia me pressionar com todos os blefes. Por isso optei pelo call e foi uma mão muito importante, que alavancou a minha vitória, pois fiquei em primeiro lugar em fichas. Por ser um torneio KO, isso faz bastante diferença e eu consegui eliminar vários jogadores e as coisas foram dando certo até o final.

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