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Tá na Mão Online: Marcelo Pudla
Tá na Mão Online: Marcelo Pudla

O catarinense Marcelo Jakovljevic cravou o Evento #32 (The Opener) da WSOP Online e levou o sétimo bracelete do Brasil no último dia 27. Ele puxou o prêmio de US$ 265.879 mais um pacote para a WSOP Europa com o título, tendo investido apenas US$ 100. No caminho até a glória, uma mão contra outro brasileiro, o baiano Pablo Brito, foi considerada crucial pelo campeão.

Eram dez jogadores vivos na disputa, e os blinds estavam em 7.500.000/15.000.000 ante 1.500.000. O campeão possuía o maior stack entre os cinco jogadores da mesa naquele momento, e o baiano tinha o segundo maior. No cutoff, Jakovljevic recebeu QJo, e viu Pabritz, no hijack, aplicar um raise para 30.000.000. A resposta do catarinense foi um 3-bet para 75.000.000, suficiente para o fold de Brito. Jakovljevic puxou 105.022.500 fichas, e um outro integrante da mesa ainda mostrou que tinha foldado AQo.

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De acordo com Jakovljevic, essa mão foi importante para manter a vantagem de fichas chegando à mesa final, e não deixar o baiano colocar pressão. Mais tarde na competição, Pabritz caiu na quinta colocação, embolsando US$ 71.742. Confira a explicação neste episódio do “Tá na Mão Online”:

A partir do 50 left até a mesa final, as mãos eram todas resolvidas no pré-flop, pois a maioria dos jogadores estavam super shorts. Essa mão específica foi a que, com o resultado positivo, eu consegui entrar na FT chip leader e usar isso ao meu favor.

Essa mão ocorreu depois do Pabritz já ter aberto duas vezes seguidas e nenhum jogador reagiu a ele. No meu pensamento, se ninguém reagisse, claramente ele ia continuar colocando pressão no pessoal. E eu como chip leader não poderia deixar isso acontecer, pois se ele chega na FT com um stack maior do que o meu, ele poderia colocar muita pressão em mim e minha jogabilidade ficaria comprometida. Possivelmente, não poderia realizar as jogadas que realizei na FT.

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Na terceira vez que ele abriu, meu pensamento já era de 3-betar ele mesmo estando “comitado” com o small blind e big blind, porém, se eu deixasse essa oportunidade passar, provavelmente o Pabritz continuaria e eu perderia minha vantagem de ser o chip leader.

Na mão específica eram 10 left, ele era o primeiro a falar com 18 BBs no hijack. Ele abriu 2 BBs, e eu sendo segundo a falar, no cutoff com QJo, 3-betei para 5 BBs. O interessante dessa mão é que, provavelmente, eu faria isso com qualquer mão, pois meu pensamento na hora não era escolher as melhores mãos para 3-bet, e sim não deixar ele me passar em fichas ao colocar pressão no pessoal.

Após rodar em fold, a ação voltou para ele. Ele pensou um pouco e foldou. Após essa mão, meu stack, em relação ao dele, ficou muito confortável para que, na FT, eu pudesse colocar pressão nele, e não o contrário. Claro que, se ele shovasse, eu seria obrigado a foldar o QJo.

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