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João Bauer, vice no LAPT São Paulo 2011

,O LAPT São Paulo 2011 trouxe os melhores jogadores de poker do continente americano e alguns europeus à capital paulista, também conhecida como Terra da Garoa, ou o epíteto menos glorioso atribuido por Vinicius de Moraes: túmulo do samba.

Era a primeira vez que o Latin American Poker Tour era jogado na cidade. O Brasil, sim, já havia recebido o circuito. O LAPT passou pelo Rio (etapa inaugural em maio de 2008, vencida pelo holandês Julian Njuiten, que levou US$ 222.940), e depois do hiato de um ano, Florianópolis foi o palco de mais uma etapa (agosto de 2010, com vitória do austríaco Matthias Habernig e prêmio de US$ 247.883).

O palco do evento seria o Sheraton WTC, cravado no coração financeiro de São Paulo, entre as margens do Rio Pinheiros e a avenida Luiz Carlos Berrini. As etapas paulistanas do BSOP também são jogadas no local.

Nessa época eu fazia parte da TV Poker Pro, que ainda não tinha se fundido com o SuperPoker, portanto, apesar de ter ajudado na fundação desse site, estava no lado oposto. A relação com todos, no entanto, sempre foi excelente. Tanto que Federal participa do meu programa Vitão é Micro de número 200, Sequela vai como convidado várias vezes, assim como DC, Robigol e tantos outros.

Como não fazíamos transmissão ainda, o que podíamos fazer era mostrar os bastidores do evento, conversar com os protagonistas, o que sempre trazia uma boa audiências, mas alguns xingamentos. Já naquela época, a turma queria ver FICHA NO PANO!

No dia inaugural eu e Aline Costa, nossa repórter e apresentadora, fizemos um tour pela parte de fora do salão do LAPT São Paulo 2011, entrevistando quem aparecesse. Foi muito legal. Cruzamos com jogadores de todos os lugares e isso deu uma legitimidade para o trabalho e a dimensão do que era o evento para quem estava em casa.

Passados esses dias de muita resenha e diversão com as entradas ao vivo que fizemos em um estúdio improvisado, perto do banheiro do local (eram muitas pessoas que passavam por ali e perguntavam onde podiam se aliviar), chegamos à mesa final do main event, que contou com 536 jogadores. O LAPT São Paulo 2011 registava o até então maior field da história do circuito.

Sem vitórias Brasileiras no Latin American Poker Tour até então, o momento era de otimismo. Teríamos 5 representantes na FT: João Bauer, Marcio “Kamikase” Motta, Henrique Bernardes, Marcelo Fonseca (ganharia o LAPT Punta del Este 2012), e o nosso november niner Bruno Foster. Além deles, o mexicano Santiago Nadal, o argentino Leandro “Peluca” Csome e o chileno Alex Manzano estavam entre os 8 finalistas.

O sonho da cravada brasileira acabaria ficando para uma próxima vez. Foster foi eliminado em oitavo, seguido por Henrique Bernardes. Depois deles, Nadal e Peluca deixaram a competição, e mesmo com 3 brasileiros entre os 4, a vitória ficou com Alex Manzano, que bateu João Bauer no heads-up, em uma mão final que até hoje é muito comentada.

Se Manzano ficou com o título – e os US$ 368.722 -, João Bauer, que já era um jogador amplamente conhecido no Brasil, com título de WCOOP em 2010, dono do Steal Team e com resultados bastante consistentes, foi quem ficou para a história por aqui. Seu título de campeão Brasileiro em 2015, com uma arrancada heroica, o colocou definitivamente na história.

Mas e o carnaval? – Bem em 2011, a grande festa só seria em março, mas foi um bom aquecimento. Lembro de terminar os trabalhos no Sheraton WTC e ir a um ensaio da Império de Casa Verde, com a turma toda.

Nas mesas, só pudemos comemorar – e desfilar – graças a cravada de Murilo Figueiredo, no LAPT seguinte, em Viña del Mar, uma semana após a festa de Momo.

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