Um dos mais vitoriosos jogadores de poker e figura renomada do cenário, Bryn Kenney está processando a NSUS, empresa proprietária do GGPoker. Ele protocolou um processo contra a empresa e o CEO Mansoo Kim alegando quebra de acordos e fraude.
A informação foi primeiramente revelada pelo portal Next.io. O processo foi registrado na Justiça no estado norte-americano de Nevada em julho, e no mês seguinte, foi enviado à Corte Federal.

Nas acusações, Bryn Kenney alega que, no momento do acordo que lhe tornou embaixador do GGPoker em 2018, fazia parte do acordo uma participação acionária de 5% na NSUS. Entretanto, a firma nunca repassou essa fatia ao jogador.
Além disso, Kenney diz que recebeu US$ 5 milhões em 2019, valor definido como comissão por indicar jogadores ao site. Porém, segundo ele, essa quantia diminuiu em mais de US$ 3 milhões nos anos seguintes, algo que não estava previsto.
Segundo Kenney, o GGPoker ilegalmente retirou jogadores indicados por ele do sistema do site, bem como subtraiu valores indevidamente, reduziu a comissão de maneira unilateral e transferiu contas indicadas pelo jogador para o controle da própria firma.
Por fim, o jogador acusou Mansoo Kim de fraude. Isso porque, no momento do acordo entre as partes, o CEO assegurou que robustas medidas anti-trapaça estavam em vigor.
Mas Kenney afirma que nenhuma daquelas medidas fazia parte do sistema do site. Ademais, de acordo com o jogador, Kim tinha conhecimento de que uma fraude sistemática acontecia dentro do GGPoker, mas nunca reconheceu a culpa.
Bryn Kenney deixou de ser embaixador do GGPoker em 2020, e no momento da ruptura, nenhuma das partes justificou o fim da parceria. O caso está agendado na Corte Federal de Nevada para audiência em 12 de novembro, e Kim já entrou com pedido de arquivamento.









