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Poker

Escândalo no poker online já soma mais de 100 computadores infectados

Especialista alerta que ataque hacker pode ter atingido até mil computadores de jogadores de high stakes.

Atualizada em

© Especialista de segurança falou sobre o ataque hacker nos jogos High Stakes (Foto: Reprodução/Pixabay)

O escândalo envolvendo um software espião no poker online ganhou novos desdobramentos. O especialista em cibersegurança “WolfSec0x0” revelou que a investigação sobre ataque hacker já identificou mais de 100 computadores infectados. Além disso, ele estima que o número real possa variar entre 300 e 1.000 equipamentos.

Recentemente, o pesquisador concedeu uma entrevista ao GipsyTeam e apresentou detalhes sobre o caso. Segundo ele, um grupo de jogadores de high stakes procurou sua ajuda após identificar atividades suspeitas em seus computadores. A partir disso, a investigação encontrou possíveis ligações com os programas IntuitiveTables e Jurojin.

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O caso já havia provocado preocupação na comunidade do poker. Afinal, o ataque hacker permitia acesso remoto aos computadores das vítimas, criando a possibilidade de terceiros acompanharem suas partidas e obterem informações privilegiadas.

Entretanto, “WolfSec0x0” ressaltou que nem todos os usuários que baixaram arquivos comprometidos sofreram ataques. Por isso, a estimativa de até mil equipamentos representa uma possibilidade, não um número confirmado.

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Investigação revela novos detalhes

O ataque hacker veio através de outros softwares infectados (Foto: Reprodução/Pixabay)

Um dos principais pontos envolve o IntuitiveTables. Segundo o especialista, uma versão do programa compilada em 3 de março de 2026 continha um código malicioso que verificava os apelidos dos usuários. Dessa forma, o sistema poderia instalar a ferramenta de acesso remoto apenas nos computadores de alvos específicos.

Além disso, a investigação identificou 92 casos distintos de distribuição de arquivos adulterados relacionados ao Jurojin. Os registros também apontaram transferências de centenas de megabytes de informações durante algumas sessões remotas, levantando suspeitas sobre o possível monitoramento de partidas em tempo real.

Outro detalhe envolve a duração dos ataques. De acordo com “WolfSec0x0”, os primeiros indícios relacionados ao mesmo responsável remontam a novembro de 2022. Entretanto, o pesquisador esclareceu que não verificou pessoalmente esses episódios mais antigos.

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Paul Gregg segue no centro das suspeitas

Paul Gregg é acusado de se beneficiar por conta de programa em computadores (Foto: Reprodução/Pixabay)

Enquanto isso, o canadense Paul Gregg continua entre os principais alvos das suspeitas. Conforme o SuperPoker noticiou anteriormente, resultados incomuns contra jogadores com computadores comprometidos levantaram questionamentos sobre sua atuação nas mesas. Contudo, a investigação ainda não apresentou provas definitivas de que ele tenha utilizado informações obtidas ilegalmente.

Por fim, “WolfSec0x0” defendeu maior cooperação entre plataformas, especialistas e jogadores. Segundo ele, as salas precisam investigar padrões suspeitos e compartilhar informações sobre ameaças. Afinal, a descoberta de mais de 100 infecções confirmou uma dimensão muito maior do que os cerca de 30 casos que os investigadores conheciam inicialmente.

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