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Enrico Camosci é o campeão GGMillion$ Main Event e leva mais de US$ 1,7 milhão

O jogador italiano entrou na mesa final com a maior pilha de fichas e faturou o prestigiado torneio com entrada de US$ 10 mil

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© Enrico Camosci (Foto: Jules/PokerStars)

O Brasil não esteve presente na mesa final do GGMillion$ Main Event, torneio de fases da GGWF. Essa afirmação é uma raridade, porque nas principais decisões do poker online a bandeira verde e amarela costuma marcar presença. No entanto, quem ficou com o título desta vez foi o italiano Enrico Camosci, que faturou US$ 1.705.063.

Sendo assim, o grande campeão entrou na mesa final com a maior pilha de fichas. Ele era seguido de perto por Josef Schusteritsch e, curiosamente, os dois acabaram chegando ao heads-up. Porém, o italiano já possuía ampla vantagem no início do duelo decisivo. Pelo vice-campeonato, Schusteritsch recebeu uma recompensa de US$ 1.315.580.

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Em complemento a isso, a terceira posição ficou com Gavin Andreanoff. O jogador britânico embolsou US$ 1.015.361. O prestigiado torneio com buy-in de US$ 10.000 registrou 1.293 entradas, gerando uma premiação total distribuída de US$ 12.542.100.

Contudo, a grande decisão tinha mesmo o nome de Enrico Camosci. Ele eliminou alguns dos principais oponentes da mesa final, como o húngaro Tamas Adamszki, o alemão Caspar Engelien, o uruguaio Rodrigo Peceli e o britânico Gavin Andreanoff. Com isso, Josef Schusteritsch acabou encontrando um cenário bastante complicado no heads-up.

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Confira a premiação da mesa final:

PosiçãoNomePremiação
Enrico CamosciUS$ 1.705.063
Josef SchusteritschUS$ 1.315.580
Gavin AndreanoffUS$ 1.015.361
Rodrigo PeceliUS$ 783.861
Alexander ZubovUS$ 605.350
LinhLe96US$ 467.699
Caspar EngelienUS$ 361.555
Tamas AdamszkiUS$ 279.708
Eelis ParssinenUS$ 216.594

Campeão viveu processo por suposta sonegação na Itália

Enrico Camosci construiu a reputação de prodígio do poker italiano. Porém, em maio de 2025, o jogador entrou no noticiário do poker mundial após autoridades italianas abrirem uma investigação sobre uma suposta sonegação de € 1,5 milhão.

Entretanto, a premiação que não teria sido declarada ao fisco italiano foi conquistada em torneios realizados fora da União Europeia. Além disso, o profissional construiu grande parte da carreira longe de seu país natal, mantendo residência fixa em outro local. A ideia dele era disputar torneios online em horários mais favoráveis.

Por fim, na época, a investigação conduzida pela Guardia di Finanza, departamento policial italiano especializado em crimes fiscais, apontava que a residência do jogador não interferia na acusação. Isso porque ganhos obtidos fora da União Europeia precisariam ser declarados pelo próprio contribuinte, já que os impostos não seriam recolhidos diretamente na fonte.

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