Poker

Perry Green, aos 90 anos, ainda disputa a WSOP e aconselha: “jogue por diversão”

O lendário jogador é dono de 3 braceletes, mas ganhou notoriedade quando enfrentou Stu Ungar no heads-up do Main Event de 1981

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© Perry Green (Foto: Enrique Ivan Malfavon/WSOP)

Alguns nomes são lendários na história da WSOP. Perry Green certamente é um deles, já que o norte-americano faz parte da trajetória da principal série de poker do mundo. Dono de 3 braceletes, o primeiro conquistado há exatos 50 anos, ele também marcou presença em duas mesas finais de Main Event.

Sendo assim, a primeira vez que Green chegou na decisão do torneio mais importante da série terminou em um “heads-up” histórico. Isso aconteceu em 1981, quando o jogador acabou derrotado por Stu Ungar, nome que muitos ainda consideram o maior jogador de poker de todos os tempos. Dez anos depois, Perry Green voltou à mesa final do Main Event e encerrou a participação na 5ª colocação.

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No entanto, mesmo depois de uma longa carreira no baralho, Perry Green segue ativo nos torneios da WSOP. Aos 90 anos, ele entrou no Evento #4 Omaha Hi-Lo 8 or Better e avançou ao Dia 2 da competição. O recordista de braceletes da série, Phil Hellmuth, publicou uma foto ao lado da lenda nas redes sociais. “Noventa anos e ainda jovem, grande cara”, escreveu o astro norte-americano.

Em complemento a isso, Perry Green concedeu entrevista ao “Poker.org” e falou sobre as mudanças que viu no poker ao longo das décadas. Mesmo com o cenário completamente diferente daquele do início da carreira, o conselho dele continua o mesmo. “Jogue por diversão. Aproveite a vida. Vá trabalhar, tenha filhos, netos e uma família. É disso que a vida realmente se trata”, declarou.

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Os amigos de baralho

Perry Green e Phil Hellmuth (Foto: Reprodução X @phil_hellmuth)

Além de proporcionar grandes fortunas, o poker também cria amizades duradouras. Perry Green sempre manteve uma relação próxima com outra lenda da WSOP, Doyle Brunson, falecido em 2023. Nascido no Alasca, Green organizou uma pescaria especial para receber o eterno “Texas Dolly”, mas a companhia no passeio escondia uma curiosidade inusitada.

Dessa forma, Green contou ao “Poker.org” que Brunson estava sendo perseguido pela justiça naquela época. O detalhe curioso é que um dos participantes da pescaria era justamente um agente do FBI, informação que ele preferiu esconder do amigo. “Não contei a nenhum deles quem era o outro. Quando o Doyle descobriu, ele simplesmente riu muito”, revelou.

Por fim, o lendário jogador também relembrou o “heads-up” contra Stu Ungar no Main Event da WSOP. Green contou que disputou uma mão utilizando T2 de paus, combinação eternizada por Doyle Brunson. No flop, acertou J98 com duas cartas de paus e colocou todas as fichas no centro da mesa. Porém, Stu Ungar segurava AJ de paus e venceu o pote. “A partir dali, foi ladeira abaixo”, finalizou Perry Green.

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