Dealer da WSOP transforma sonho em realidade ao chegar em mesa final

Jessica Odom é uma tradicional dealer da WSOP e esteve na decisão do Evento #3 (US$ 500 Industry Employees NLH), ao lado do brasileiro André Welt

Atualizada em

© Jessica Odom (Foto: Eloy Cabacas/PokerNews)

A WSOP é feita de muitas histórias e quem trabalha nos torneios como dealer também faz parte delas. O Evento #3 (US$ 500 Industry Employes NLH) tem a participação de alguns deles. O brasileiro Andre Welt esteve na mesa final, terminou em 6º para US$ 11.052, mas uma outra jogadora desta decisão também fez – e possui – uma bela história.

Porém, não estamos nem falando do campeão, Jerome Neppl, dono da forra de US$ 64.083 e do bracelete, mas sim da norte-americana Jessica Odom. Ela foi entrevistada pelo “Poker.org” e contou como foi o começo da paixão pelo poker. A dealer trabalha há quase uma década na WSOP e chegou a distribuir cartas na mesa principal do Main Event.

PUBLICIDADE

Sendo assim, Jessica ficou com o 9º lugar na decisão e recebeu US$ 4.828. Natural do Texas, ela revelou que aprendeu o jogo em um bar, pouco antes de viajar para Las Vegas pela primeira vez. Depois disso, passou a disputar os torneios locais. “Eu e minha namorada costumávamos jogar quase toda quinta ou sexta-feira. Nós simplesmente nos apaixonamos pelo jogo”, disse na entrevista ao “Poker.org”.

Posteriormente, Jessica entrou de vez no poker como profissão, mas não foi como uma jogadora. “Achei que deveria tentar ser dealer da WSOP”, relembrou na mesma entrevista. Ela também trabalha no ramo imobiliário e concilia as duas funções pelo amor que possui ao nobre jogo de cartas.

PUBLICIDADE

Aprendendo com os melhores

Jessica Odom (Foto: Jess Beck/PokerNews)

Dessa forma, a experiência acumulada ao lado dos melhores jogadores do mundo ajudou a desenvolver ainda mais a compreensão dela sobre o jogo. “O que eu amo em ser dealer é que consigo ver tudo. Tenho um lugar na primeira fila para assistir aos melhores dos melhores. Aprendo muito”, afirmou ao portal de notícias.

Em complemento a isso, Jessica revelou que observa atentamente os detalhes técnicos dos profissionais durante o trabalho. “Eu realmente presto atenção nos tamanhos das apostas e nos padrões que as pessoas utilizam”, explicou na entrevista. Mesmo assim, ela garante que continua estudando poker regularmente por conta própria.

Por fim, a norte-americana garantiu que raramente disputa torneios de vários dias. “Eu simplesmente amo o jogo. Amo a comunidade e esse ambiente. A WSOP é o melhor lugar para estar”, afirmou ao “Poker.org”. É sempre importante lembrar de respeitar os dealers em qualquer mesa de poker e que os profissionais brasileiros são os melhores do mundo.

PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM