Uma das principais esperanças do Brasil na WSOP é Yuri Martins. Dono de cinco braceletes da série, o profissional radicado nos Estados Unidos disputa com alto nível praticamente todas as modalidades presentes no cronograma de Las Vegas. No entanto, o craque brasileiro utilizou as redes sociais para demonstrar insatisfação com uma das novidades do regulamento da edição de 2026.
Sendo assim, Yuri revelou que levou diversos moletons da Coin Poker, plataforma da qual é embaixador. Entretanto, ele não pode utilizar as peças durante os torneios da WSOP sem cobrir o logotipo da empresa. A organização não aprovou o pedido para exibição da marca nas mesas da série.
Em complemento, a situação enfrentada pelo brasileiro reforça um debate que já havia surgido antes do início da WSOP. O britânico Patrick Leonard também criticou a decisão da organização após receber uma resposta negativa para utilizar a marca Coin Poker nos torneios. Na ocasião, ele chegou até mesmo a colocar sua participação na série em dúvida.
Nova regra exige aprovação prévia para patrocinadores

Dessa forma, a WSOP implementou uma mudança importante em seu regulamento para 2026. Agora, qualquer jogador que deseje exibir marcas de patrocinadores durante os eventos precisa encaminhar um pedido formal por e-mail. Além disso, a solicitação deve incluir uma série de informações exigidas pela organização e aguardar aprovação antes do início da competição.
A medida trouxe impactos diretos para diversos profissionais. Enquanto algumas empresas receberam autorização normalmente, outras acabaram barradas pela organização. Como consequência, vários jogadores precisaram adaptar suas roupas para competir na série.
Coin Poker está entre as marcas não aprovadas

Contudo, nem todos os patrocinadores enfrentaram problemas. Diversos profissionais seguem utilizando marcas da ACR Poker durante os torneios. Um dos exemplos mais conhecidos é Alex Foxen, que recentemente assinou contrato com a plataforma. Além disso, o próprio Yuri Martins continua exibindo outros patrocinadores aprovados, como JUMP e RegLife.
Por outro lado, a Coin Poker figura entre as marcas vetadas pela organização. Uma possível explicação está relacionada ao fato de a plataforma ainda não operar de forma totalmente regulamentada nos Estados Unidos. Embora a WSOP não tenha divulgado oficialmente o motivo da recusa, essa hipótese ganhou força entre jogadores e observadores da indústria.
Além disso, outra marca que não recebeu autorização foi a ClubWPT Gold. Segundo informações que circulam na comunidade, a decisão pode ter relação com um suposto caso de “collusion” envolvendo a plataforma durante a edição do ano passado.
Por fim, a WSOP mantém o direito de definir suas próprias regras por se tratar de uma empresa privada. Diante desse cenário, cabe aos jogadores decidir se aceitam as condições impostas pela organização. Yuri Martins optou por seguir disputando normalmente a série, enquanto Patrick Leonard também voltou atrás e marcou presença em Las Vegas.










