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Jamie Gold tem a oportunidade de um segundo bracelete na WSOP 20 anos depois

O lendário jogador norte-americano foi o campeão do Main Event em 2006, recebendo na época US$ 12 milhões, o segundo maior prêmio da história deste torneio

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© Jamie Gold é o chip leader do Salute to Warriors (Foto: WSOP)

É complicado falar da história da WSOP sem citar o nome de Jamie Gold. O lendário jogador de sobrenome sugestivo venceu o Main Event de 2006, superando 8.773 entradas e garantindo uma premiação de US$ 12 milhões. Naquela época, a recompensa representou a maior já entregue no prestigiado torneio, marca que permaneceu intacta até 2023.

No entanto, duas décadas depois, Jamie Gold tem a chance de conquistar um segundo bracelete da WSOP. Ele lidera o chip count do Evento #59 (US$ 500 Salute to Warriors) e comanda um grupo de 35 jogadores classificados para o Dia 3. Entre eles, aparece o brasileiro Rafael Caliman, que ocupa a vigésima colocação em fichas.

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Em complemento, a disputa possui um significado especial para muitos norte-americanos presentes na série. Isso porque o torneio vai destinar US$ 180.000 para a USO, entidade que apoia veteranos de guerra dos Estados Unidos. “Meu pai serviu nas forças armadas, então eu sempre gosto de jogar este torneio”, disse Jamie Gold ao PokerNews.

Todavia, o caminho até o bracelete ainda será longo. “Ficarei feliz se chegar à mesa final, e aí, claro, sentirei que preciso vencer. Um objetivo de cada vez”, complementou o lendário jogador ao PokerNews. Porém, desde a vitória no Main Event, Gold não conquistou nenhum outro resultado de grande destaque.

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A magia do bracelete de 2006 continua

Jamie Gold campeão do Main Event de 2006 (Foto: WSOP)

Entretanto, os anos sem grandes resultados não apagam a imagem de Jamie Gold cercado por notas de cem dólares. O feito alcançado no Main Event da WSOP 2006 continua impressionando os fãs do poker. “Eu só tinha um objetivo: ganhar o Main Event. Consegui na minha primeira participação na WSOP”, contou o jogador na mesma entrevista ao PokerNews.

Além disso, vale lembrar que, naquela época, o Brasil ainda não marcava forte presença nos torneios de Las Vegas. Com isso, o melhor brasileiro na competição foi Igor “Federal” Traffane, eterno presidente da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold’em). Ele terminou na 314ª colocação e recebeu US$ 38.759 em premiação.

Por fim, Jamie Gold revelou que ainda mantém um carinho especial pelo Main Event da WSOP e que pretende lutar pelo segundo bracelete neste ano. “Gostaria muito de ganhar outro. Gostaria muito de ganhar o Main Event novamente, seria inacreditável. Na falta disso, o Salute to Warriors seria ótimo”, finalizou o jogador norte-americano ao PokerNews.

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