Uma decisão da organização da WSOP provocou uma grande polêmica durante o Evento #62 (US$ 2.500 NLH). Perto da bolha de premiação, Patrick Leonard foi de all-in e viu um adversário anunciar o call mesmo após um diretor declarar que a mão estava morta. Ainda assim, a ação foi validada e entregou o pote ao oponente.
Sendo assim, toda a confusão começou depois que o adversário de Patrick Leonard demorou cerca de seis minutos para agir diante de um all-in no river. Outro jogador pediu o relógio e um diretor iniciou a contagem regressiva de 30 segundos. Ao fim do tempo, ele anunciou que a mão estava morta. No entanto, segundos depois, o jogador declarou call e outro diretor decidiu validar a ação.
Em complemento, Patrick Leonard usou as redes sociais para relatar o episódio e contestou a decisão. “Fiquei aliviado, mas então ele disse ‘call” e a ação valeu. Chamaram outro diretor, que decidiu a favor dele. Outro jogador da mesa disse que foram cinco segundos após a mão ser declarada morta. Na minha opinião, foram cerca de três”, escreveu o profissional britânico.
Porém, imagens divulgadas no X (antigamente conhecido como Twitter) mostram que o call realmente aconteceu depois da declaração de mão morta. Apesar disso, a organização manteve a decisão e Patrick Leonard perdeu o pote. O caso rapidamente repercutiu entre jogadores na WSOP.
Profissionais criticam arbitragem da WSOP

Dessa forma, diversos nomes criticaram a direção de torneios. David Baker, dono de quatro braceletes, foi um deles. “Isso é ridículo. Eles estavam realmente prestando atenção? Existem muitos diretores excelentes, mas alguns não escutam os jogadores e isso é muito ruim”, comentou.
Além dele, John Monnette, vencedor de cinco braceletes, também reclamou da qualidade das decisões tomadas nesta série. Segundo ele, poucos diretores conseguem aplicar corretamente as regras. Já Scott Seiver, indicado recentemente ao Hall da Fama do Poker, declarou que continuaria recorrendo até conseguir uma decisão correta.
Por fim, apesar da repercussão, Patrick Leonard deixou claro que não responsabiliza o adversário pelo ocorrido. Segundo o britânico, ele demonstrou arrependimento após a mão e não tentou obter vantagem. “Estou completamente em paz com ele e não o culpo. Da próxima vez, ele vai agir mais rápido. Nada disso foi premeditado”, concluiu.










