Poker

Dupla recebe pena após operar sala ilegal de poker no Reino Unido

Esquema funcionava com jogos presenciais e online em Cardiff e movimentou centenas de milhares de libras

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© Responsáveis por clube ilegal de poker receberam pena de 3 anos em reclusão (Foto: TARIAN Rocu)

Uma sala clandestina de poker levou dois homens a receberem penas de três anos de prisão com execução suspensa no Reino Unido. Noor Rassam, de 29 anos, e Panayiotis Karayiannis, de 30, comandaram a operação em Cardiff, no País de Gales, entre agosto de 2022 e fevereiro de 2024.

Além disso, o esquema estava longe de funcionar como uma pequena partida particular. Durante uma operação no local, as autoridades encontraram seis mesas de poker, uma roleta de prêmios, um caixa protegido por acrílico e registros de pagamentos e dívidas. O espaço também contava com câmeras de segurança e geladeiras abastecidas com bebidas e alimentos.

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Enquanto isso, a investigação financeira revelou valores expressivos relacionados à operação. Rassam recebeu aproximadamente £ 260 mil em pagamentos de terceiros durante o período investigado. Já Karayiannis recebeu cerca de £ 124 mil, com diversas transações que faziam referência ao poker.

Porém, o problema estava na cobrança de rake sem autorização para operar jogos de azar. Os responsáveis promoviam inicialmente as partidas presenciais sob o nome Ding Ding Poker e, posteriormente, Fish Tank Poker Cardiff. Além disso, eles ofereciam jogos online através de um aplicativo de poker por assinatura com o nome Fish Tank Online.

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Investigação encontrou dinheiro, documentos e equipamentos

A grande questão do local era a cobrança de rake indevido (Foto: TARIAN Rocu)

Posteriormente, informações sobre o esquema chegaram à Gambling Commission, que acionou a Tarian, unidade regional de combate ao crime organizado do sul do País de Gales. Em fevereiro de 2024, as autoridades cumpriram um mandado no imóvel com participação de outros órgãos. As buscas também alcançaram propriedades relacionadas aos dois envolvidos e resultaram na apreensão de dinheiro, documentos, dispositivos digitais e itens de alto valor.

Além disso, a polícia afirmou que os lucros ajudaram a financiar viagens internacionais e outros gastos elevados. Segundo o detetive Charles Lan, alguns participantes também acumularam dívidas significativas com os organizadores. “A atividade criminosa proporcionou benefícios pessoais significativos, financiando um estilo de vida luxuoso que incluía viagens ao exterior e outros gastos de alto valor”, afirmou.

Por fim, Rassam e Karayiannis admitiram crimes relacionados à posse e transferência de propriedade criminosa e receberam penas de três anos de prisão, suspensas pelo mesmo período. No entanto, o caso ainda terá novos desdobramentos. Uma audiência sob o Proceeds of Crime Act está marcada para abril de 2027 e analisará o dinheiro e os bens ligados ao esquema.

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