Poker

Cartunista se encanta com o poker durante a WSOP e produz belas ilustrações

Guy Richards Smit visitou a World Series of Poker e explicou como a observação aproxima artistas e jogadores

Atualizada em

© As ilustrações feitas por Guy Richards Smit na WSOP (Fotos: Reprodução Instagram @guy_richards_smit)

Nem todos chegam à World Series of Poker (WSOP) em busca de um bracelete. Guy Richards Smit, cartunista conhecido por seus trabalhos publicados na The New Yorker, viajou de Nova York para Las Vegas com outro objetivo. O artista queria conhecer um universo completamente novo e entender como funcionava o ambiente do maior festival de poker do mundo.

Sendo assim, a experiência mudou rapidamente a percepção de Smit. Ao caminhar entre as mesas do Main Event da WSOP, ele encontrou histórias diferentes em cada jogador. Dessa forma, o artista percebeu que o poker reúne personalidades distintas em um ambiente marcado pela estratégia e pela leitura constante dos adversários.

PUBLICIDADE

Contudo, enquanto observava as partidas, Guy Richards Smit identificou uma conexão imediata entre o próprio trabalho e o poker. Em entrevista ao Poker.org, ele afirmou que artistas e jogadores percebem pequenos detalhes. “A melhor arte e a magia dos cartuns acontecem porque alguém prestou atenção. O artista observou um detalhe estranho da nossa vida e resumiu isso. Acho que o poker é totalmente sobre prestar atenção”.

Dessa forma, o ilustrador passou a enxergar o jogo muito além das cartas. Para Smit, cada gesto, pausa ou expressão pode revelar informações importantes. Assim, ele concluiu que os melhores jogadores não se destacam apenas pela técnica, mas também pela habilidade de interpretar o comportamento humano.

PUBLICIDADE

O lado psicológico do poker

Outros desenhos feitos por Guy Richards Smit (Fotos: Reprodução Instagram @guy_richards_smit)

No entanto, outro detalhe chamou a atenção do artista durante as visitas ao salão da WSOP. Smit percebeu que muitos competidores utilizavam fones de ouvido ou mexiam no celular enquanto aguardavam as mãos. Ainda assim, ele acredita que os profissionais mais experientes controlam cuidadosamente tudo o que demonstram na mesa.

Em complemento, o cartunista afirmou que representar o poker no papel se tornou um desafio criativo. “Você não está apenas registrando uma forma física. Você tenta mostrar a tensão da sala, o cansaço da pessoa, quanto café ela tomou e até como as conversas acontecem”, explicou.

Por fim, Guy Richards Smit disse que pretende continuar explorando esse universo. Embora ainda esteja aprendendo as regras do jogo, ele revelou que um colega de estúdio vai ensiná-lo a jogar. “Estou completamente encantado. Mal posso esperar para aprender mais”, concluiu o artista.

PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM