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Cassino em Londres vence batalha judicial contra jogador de poker profissional

O tradicional “Hippodrome Casino”, de Londres, baniu em 2023 um jogador de ‘cash-game’ que processou o local pedindo uma alta indenização

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© Hippdrome Casino (Foto: Reprodução Instagram @hippodromecasino)

Um caso muito curioso ocorreu no Tribunal do Condado Central de Londres, na Inglaterra. Dr. Mortaza Sahibzada, um jogador profissional de poker, processou o “Hippodrome Casino” pedindo uma indenização de 100.000 libras (US$ 134.000). No entanto, ele teve a solicitação negada pelo juiz responsável.

Tudo teve início em setembro de 2023, quando o tradicional local de jogos baniu o jogador das mesas de poker. Aparentemente, o motivo foram as intensas reclamações de outros jogadores sobre uma má conduta apresentada por Mortaza. Porém, as manifestações diziam respeito a algo que o profissional chamava de estratégia.

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Sendo assim, Mortaza aplicava uma técnica que ele chamava de “ataque e fuga”. Depois de ganhar cerca de 75 libras, o jogador abandonava as mesas, impedindo que os adversários tivessem chance de recuperar o dinheiro perdido. De acordo com ele, essa estratégia o permitia ganhar mais de 2.000 libras por mês.

Contudo, vale ressaltar que jogar sessões de “cash-game” dessa maneira não infringe as regras do cassino londrino. O problema é que a grande maioria dos jogadores consideram essa prática algo de mau gosto. No Brasil, a grande maioria dos clubes de poker impõem um tempo mínimo na mesa para poder deixar o jogo ganhando.

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Como foi o julgamento?

Foto: Reprodução/Pixabay

Ao apresentar uma ação contra o “Hippodrome Casino”, o jogador afirmou que o local se uniu aos jogadores ricos que não gostavam da estratégia dele. Mortaza chegou a indicar que sofreu racismo de funcionários do local. O valor da indenização de 100.000 libras foi calculado pelos rendimentos do profissional no local.

Porém, o tribunal julgou indevida a ação apresentada. De acordo, com o site “Independent”, o juiz Andrew Holmes afirmou que não existem fundamentos claros para acusação. “Não consigo ver como se pode afirmar que houve qualquer violação de um contrato específico nessas circunstâncias”, afirmou o magistrado.

Por fim, o processo foi finalizado com a máxima que o cassino tem o direito de decidir quem entra ou não em suas instalações e usar o seu espaço. Sobre o caso de racismo, o tribunal afirmou não havia indícios suficientes para influenciar no banimento do jogador. Além disso, também não existem provas claras para motivar uma indenização.

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