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Jalil Houssain e o orgulho de representar a Palestina em um pódio na WSOP

O jogador ficou em segundo lugar entre as 20.488 entradas do Evento #1 (US$ 550 Mini Mystery Millions), mesmo sem o bracelete ele tem orgulho do resultado

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© Jalil Houssain (Foto: Eloy Cabacas/PokerNews)

Naturalmente, a grande maioria dos braceletes da WSOP fica com jogadores norte-americanos. No entanto, a Copa do Mundo do poker reúne competidores de diversas partes do planeta. Durante o Evento #1 (US$ 550 Mini Mystery Millions), Jalil Houssain quase colocou a Palestina no topo do pódio pela primeira vez na história da série.

Sendo assim, o jogador terminou em um honroso 2º lugar entre 20.488 entradas, em uma disputa que terminou com o título de Philip Chun. Nascido nos Estados Unidos, mas com origem palestina, Houssain optou por se identificar dessa forma no aplicativo da WSOP. Além disso, ele relatou ao PokerNews o orgulho que sentiu ao representar o povo palestino.

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Dessa forma, Jalil Houssain explicou que o pai é palestino e a mãe holandesa. Ambos se conheceram nos Estados Unidos e decidiram construir a vida no país. “Representar os palestinos, um povo que coletivamente sofreu imensamente desde os últimos anos em Gaza e na Cisjordânia, é muito importante para mim. E faz parte da minha essência”, contou o jogador ao PokerNews.

Em complemento, o competidor recebeu uma premiação de US$ 265.000 pelo vice-campeonato. Além disso, o resultado ganhou ainda mais relevância porque ele disputou pela primeira vez um torneio da WSOP. Se o bracelete não veio desta vez, a representatividade alcançada por Houssein teve um significado ainda maior do que qualquer joia entregue pela série.

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Laços fortes com um país devastado

Jalil Houssain (Foto: Eloy Cabaca/PokerNews)

Dessa forma, a Palestina enfrenta um longo conflito com Israel. Nos últimos anos, os confrontos se intensificaram e agravaram a crise humanitária na região. Além disso, milhões de pessoas enfrentam dificuldades relacionadas à alimentação, enquanto grande parte da população precisou deixar suas casas em busca de segurança.

No entanto, Jalil Houssain não visita a Palestina desde 2020. Segundo explicou ao PokerNews, ele enfrentou uma complicação rara após a vacinação contra a Covid-19. Mesmo assim, o jogador destacou que sempre manteve contato próximo com os familiares no Oriente Médio, já que possui mais de 50 primos desse lado da família.

Por fim, Houssain revelou que pensava nesses parentes durante toda a mesa final da WSOP e que adoraria conquistar o bracelete para representá-los. Porém, ele acredita que o sonho apenas ficou para outra oportunidade. “Minha determinação em incluir a Palestina como uma das nações que possuem um título na WSOP é forte, e esta foi apenas a primeira de muitas oportunidades que virão”, finalizou.

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