A conquista de Lucas Jumalon no Main Event da WSOP 2026 garantiu um prêmio de US$ 10 milhões. No entanto, esse valor ficou apenas no papel. Depois da incidência dos impostos, o norte-americano terminou com cerca de US$ 6 milhões, o que mostra que a tributação teve papel decisivo no resultado financeiro da mesa final.
Sendo assim, o impacto variou bastante conforme o país e o estado de residência de cada jogador. Enquanto alguns finalistas aproveitaram acordos tributários internacionais ou vivem em locais com menor carga de impostos, outros precisaram entregar quase metade da premiação aos órgãos fiscais.
Dessa forma, o caso de Lauri Saaskilahti chama atenção. O finlandês, residente na Espanha, levou US$ 6 milhões pelo vice-campeonato. Porém, como o tratado tributário entre Estados Unidos e Espanha evita a cobrança americana, ele concentrou sua obrigação fiscal no país europeu. Ainda assim, ficou com aproximadamente US$ 3,227 milhões após os impostos.
Contudo, jogadores que vivem em estados norte-americanos sem imposto de renda estadual, como Washington e Texas, preservaram uma parcela maior dos ganhos. Por outro lado, residentes de estados como Califórnia e Nova Jersey enfrentaram uma tributação significativamente mais pesada, reduzindo ainda mais o valor líquido das premiações.
Confira a premiação e os impostos da mesa final:
| Posição | Jogador | Premiação antes dos impostos | Premiação após os impostos |
|---|---|---|---|
| 1 | Lucas Jumalon | US$ 10.000.000 | US$ 6.009.174 |
| 2 | Lauri Saaskilahti | US$ 6.000.000 | US$ 3.227.000 |
| 3 | Greg Mueller | US$ 3.750.000 | US$ 2.628.000 |
| 4 | Michael Gagliano | US$ 2.750.000 | US$ 1.419.317 |
| 5 | Han Feng | US$ 2.250.000 | US$ 1.360.247 |
| 6 | Rami Hammoud | US$ 1.750.000 | US$ 1.228.000 |
| 7 | Jamie Shaevel | US$ 1.500.000 | US$ 744.500 |
| 8 | Mario Boos | US$ 1.250.000 | US$ 706.299 |
| 9 | Evagoras Evagorou | US$ 1.000.000 | US$ 653.500 |
Tributação reduziu mais de US$ 12 milhões da premiação da mesa final

Em complemento, os nove finalistas receberam US$ 30,25 milhões em premiações. Porém, cerca de US$ 12,27 milhões seguiram para diferentes autoridades fiscais ao redor do mundo. Dessa forma, apenas US$ 17,98 milhões permaneceram efetivamente com os jogadores, o equivalente a pouco menos de 60% do total pago pela WSOP.
No entanto, entre os maiores impactos individuais, Michael Gagliano perdeu quase 48,4% do prêmio de US$ 2,75 milhões devido aos impostos federais e estaduais. Já Jamie Shaevel, morador da Califórnia, registrou a maior carga tributária proporcional da mesa final. Com isso, ficou com apenas US$ 744,5 mil dos US$ 1,5 milhão conquistados pelo sétimo lugar.
Por fim, o levantamento foi feito pelo contador norte-americano Russell Fox e reforça que o valor anunciado nas premiações representa apenas parte da história. Lucas Jumalon terminou como campeão nas das mesas e, também como o maior vencedor financeiro, mas a tributação mostrou que conquistar o título não significa, necessariamente, receber todo o prêmio anunciado.











