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Vivian Saliba, Ana Freitas, Carol Durpe, Milena Magrini e Gabriela Belisário
Vivian Saliba, Ana Freitas, Carol Durpe, Milena Magrini e Gabriela Belisário

Nos últimos dias, o poker feminino brasileiro deu um show de organização, agindo rapidamente contra os comentários machistas realizados em um podcast. Mas não é apenas fora das mesas que as jogadoras brasileiras marcam presença no esporte e mostram sua força há anos.

Se o poker teve diversos desafios ao longo dos últimos 15 anos no país, a história não foi diferente com elas. Afinal, se o esporte da mente teve que provar o seu valor, as mulheres também mostram a sua força em um meio predominantemente masculino.

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O empecilho não impediu que as jogadoras fossem as mesas e, assim como em qualquer outra atividade, elas deram show. As mulheres conquistaram imponentes resultados, fazendo com que o esporte fosse crescendo aos poucos entre o público feminino. O primeiro grande feito veio com Gabriela Belisário em 2008. A mineira desbancou o field de 109 entradas e sagrou-se a primeira mulher campeã do Main Event do BSOP.

Por seis anos, a psicóloga seguiu no cenário como a única dona do feito. Mas em março de 2014, ela ganhou uma companheira: Igianne Bertoldi. A jogadora desbancou o field de 569 entradas e venceu o BSOP Foz do Iguaçu.

Dayane Kotoviezy, Igianne Bertoldi e Renata Teixeira
Dayane Kotoviezy, Igianne Bertoldi e Renata Teixeira

Além de feitos nacionais, as brasileiras começaram a ganhar o mundo e o primeiro grande resultado internacional veio em 2015. Renata Teixeira ficou com a segunda colocação no Main Event do extinto LAPT (Latin American Poker Tour). Além da forra de US$ 113.460, a paulistana teve a melhor performance de uma jogadora na história do circuito.

“Renatinha”, como é conhecida no meio, não parou por aí. No mesmo ano, ela alcançou mais quatro mesas finais no circuito e terminou na segunda colocação do ranking de Jogador do Ano LAPT.

Em 2017, elas mostraram o seu valor na WSOP (World Series of Poker), a Copa do Mundo do Poker. Vivian Saliba engatou no Pot-Limit Omaha Championship e terminou na 11ª colocação. A profissional não parou por aí, dois anos depois, ela voltou a fazer um estrago nas mesas da série mundial.

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Enfrentando o gigantesco field de 10.185 entradas do Crazy Eights, Vivian se tornou a primeira brasileira a alcançar uma mesa final de WSOP, terminando na quarta colocação. Com a impressionante performance, a jogadora faturou US$ 308.888, a maior premiação de uma tupiniquim em torneios ao vivo.

Não foi só “Vivi” que mostrou habilidade na série mundial. Nos últimos dois anos, Ana Freitas foi a melhor brasileira no Ladies Event. Em 2018, a jogadora ficou na 60ª colocação e em 2019, a jornada até o bracelete parou quando restavam 77 competidoras.

A Europa também foi alvo das brasileiras. Em abril do ano passado, Milena Magrini enfrentou o field com 1.845 entradas e terminou na terceira colocação. Com o resultado, a profissional faturou € 135.000, na ocasião o maior prêmio de uma brasileira nos eventos live.

No ranking de jogadoras que mais acumulam premiações no circuito live, a já mencionada Saliba aparece na ponta com US$ 589.355. Na sequência aparecem outras duas atletas que estão há anos nessa jornada: Carol Dupre e Dayane Kotoviezy, que possuem US$ 304.718 e US$ 293.145, respectivamente.

Dupré é uma das regulares mais conhecidas do Brasil, tendo uma carreira cheia de grandes momentos e muitos troféus. Entre os principais resultados, está a conquista de um dos cobiçados anéis da WSOP Circuit, vencido em 2018, no Brasil.

Kotoviezy também possui um dos anéis da WSOP Circuit, conquistado no Uruguai, e ainda possui no currículo uma mesa final de um High Roller no MILLIONS Grand Final Barcelona, em 2018. Além dos feitos nas mesas, a profissional já completou dois anos como embaixadora do partypoker.

Bem antes de Dayane representar um dos maiores sites de poker, Maria Mayrinck, a “Maridu”, já se destacava no meio. Com mais de US$ 190 mil em premiações ao vivo, ela fez parte do time de embaixadores do PokerStars.

Em um meio no qual ainda são uma parte pequena do número total de participantes, as jogadoras brasileiras já mostraram, de forma incansável, o seu valor.

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