Antes mesmo da WSOP começar, uma polêmica já rondava os sites especializados. O regulamento desta temporada determinou que os jogadores deveriam pedir autorização para usar patches e marcas de patrocinadores. No entanto, algumas marcas, como ClubWPT Gold e CoinPoker, acabaram proibidas.
Sendo assim, Patrick Leonard chegou a colocar em xeque a própria participação na série. Entretanto, o britânico voltou atrás e seguiu para Las Vegas. Além disso, Yuri Martins, principal referência do poker brasileiro, divulgou nas redes sociais que não poderia usar os moletons com a marca CoinPoker que levou para a viagem. Mesmo assim, ele utiliza outros patches autorizados nas mesas.
Dessa forma, quem contou uma história inusitada foi Vitor Dzivielevski, irmão de Yuri. Ele relatou nas redes sociais que disputou torneios na última quinta-feira (4) usando um moletom e um boné da WPT. Porém, quando chegou à mesa, um floor o surpreendeu ao pedir que retirasse as vestimentas.
Em complemento, o brasileiro lembrou que até mesmo o patch da Aldeia Poker Team precisou de aprovação prévia e explicou a solução que encontrou. “Virei o moletom de forma que não aparecia o símbolo e o boné eu cobri com o patch da Aldeia”, disse Vitor Dzivielevski nas redes sociais ao explicar o ocorrido.
Organização não aceitou

No entanto, a solução encontrada pelo brasileiro não agradou à organização da WSOP. O floor afirmou que o logo da WPT ainda aparecia na lateral do boné. Então, Vitor tentou argumentar e explicou que, durante o intervalo, voltaria ao quarto do hotel para trocar o acessório. Porém, a organização manteve a decisão e ele precisou ficar sem o boné.
Contudo, o que o jogador brasileiro não esperava era a gentileza de um adversário. “Quando eu olho para mesa um israelense me ofereceu o boné dele”, contou Vitor, que também brincou com a situação. “Minha mãe vai ficar muito feliz, nossa, botou o boné de outra pessoa”, acrescentou o jogador.
Por fim, o bom humor do brasileiro continuou durante o relato. Vitor afirmou que ficou feliz com a atitude do estrangeiro e, quando colocou o boné na cabeça, voltou a brincar. “Nossa, fiquei mais inteligente”, disse ele. Vale destacar que o israelense não utilizava o boné naquele momento, já que mantinha o acessório guardado em sua mala.










